Into registra recorde de captações de tecidos musculoesqueléticos, mas volume ainda é insuficiente

Mais de 43% dos transplantes de tecido musculoesquelético realizados no Brasil, em 2022, contaram com o material orgânico fornecido pelo INTO

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Foto: Reprodução/Record

O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) atingiu a marca de 1.500 captações de tecidos musculoesqueléticos – ossos, tendões, meniscos e cartilagens, no mês de setembro. A expectativa do INTO é de que, a ano de 2023, registre um recorde de captação de globos oculares – até agora foram captados 332 – maior número desde a inauguração do Banco de Olhos, em 2013.

Entre janeiro e agosto deste ano, o INTO realizou 215 captações de córneas, pele e tecidos musculoesqueléticos, registrando um aumento de 44%, na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o Instituto foi o segundo maior distribuidor, no Brasil, de tecidos destinados a cirurgias ortopédicas, De acordo com dados da instituição, mais de 43% dos transplantes de tecido musculoesquelético foram realizados com o material orgânico fornecido pelo INTO.

Para o Chefe Banco de Multitecidos do INTO, Rafael Prinz, apesar do aumento do número de doações, elas ainda são insuficientes. A população, segundo Prinz, é muito resistente à doação de tecidos e órgãos. No primeiro semestre de 2023, 33% das famílias de falecidos notificadas no Estado do Rio recusaram a doação de órgãos, segundo Registro Brasileiro de Transplantes. A média da recusa nacional chegou a 49%.

“É a família que vai autorizar a doação, por isso é muito importante que a pessoa comunique ainda em vida aos familiares o seu desejo de ser um doador”, ressaltou Rafael Prinz.

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Isaac Bertolino, de 18 anos, é um caso feliz de pessoa transplantada. Em 2019, o rapaz foi diagnosticado com osteossarcoma, tumor ósseo maligno primário que atinge com mais frequência crianças, adolescentes e jovens adultos. A doença o impossibilitou de jogar futebol, sua atividade predileta, por conta das fortes dores, além de colocá-lo em alto risco de amputação.

Era tudo muito novo, estávamos enfrentando algo que a gente não sabia lidar e ouvir que a solução seria amputar nos assustou ainda mais”, relatou a mãe de Isaac que, naquele momento, havia perdido um amigo para o câncer e estava desorientado com o diagnóstico da doença.

Mas a sorte estava a favor do jovem, que recebeu o transplante da parte inferior de uma tíbia. O material estava armazenado no Banco de Multitecidos do INTO. Com o procedimento, o osso doente foi substituído por um osso saudável, possibilitado a Isaac Bertolino levar uma vida normal.

Com informações são da rádio Tupi.

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