Jardim Botânico tem atividades pela Semana do Sistema Costeiro-Marinho

Os visitantes terão oportunidade de explorar os ecossistemas marinhos, de biodiversidade rica e variada, e a interação com os ambientes costeiros

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Lago da restinga Jardim Botanico do Rio de Janeir

Na Semana do Sistema Costeiro-Marinho, promovida pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro, do próximo domingo 26/3 a 1/4 sábado, o público poderá participar de diversas atividades e saber mais sobre o mar e a costa brasileira. Os visitantes terão oportunidade de explorar os ecossistemas marinhos, de biodiversidade rica e variada, e a interação com os ambientes costeiros, além de conhecer o impacto da ação humana nos oceanos, mangues e restingas.

A programação inclui trilhas guiadas por pesquisadores à área de restinga do Jardim Botânico, atividades lúdicas dirigidas a crianças sobre a importância da conservação dos oceanos, mares e recursos marinhos, rodas de conversa, teatro de fantoches, oficinas de artesanato, gincana, exposições, entre outros.

Programação

Teatro de fantoches “Nemo e seus amigos”*
Data: domingo (26/3) às 10h.
Local: Parquinho infantil do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Apresentado pela companhia de teatro de fantoches Papa Vento, o espetáculo conta a história de um peixinho aventureiro e seus amigos, que brincam de caça ao tesouro, no fundo do mar.

Trilhas guiadas pela área da restinga*
Datas: segunda-feira (27/3) e terça-feira (28/3), às 9h e 11h.
Local: área da restinga
Para participar, é preciso fazer inscrição prévia pelos telefones (21) 3874-1808/1214 ou e-mail cvis@jbrj.gov.br

Os pesquisadores do JBRJ Cyl Farney e Bruno Kurt vão abordar temas relacionados aos ambientes de restinga, como a origem das planícies costeiras arenosas, variação da vegetação, características ambientais extremas, algumas adaptações das plantas, ocupação humana e conservação. Também serão visitadas algumas árvores do arboreto típicas de florestas pantanosas, ambiente característico das planícies costeiras do país.

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Na ocasião, serão plantadas duas mudas de Tabebuia cassinoides, conhecida como caixeta e pau-de-tamanco, espécie que, no passado, apresentava ampla ocorrência nas planícies costeiras da Região Sudeste. No entanto, a ocupação desenfreada dessas áreas e o uso da sua madeira reduziram drasticamente sua distribuição original. A espécie faz parte da Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção, na categoria ‘Vulnerável’.

Atividades lúdicas infantis
Data: de segunda-feira (27/3) a sexta-feira (31/3), das 9h às 16h
Local: Laboratório didático do Serviço de Educação Ambiental (SEA/JBRJ)
Atividade gratuita, não precisa de agendamento.
Conduzidas por educadores do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, as atividades incluem jogo da memória do ambiente marinho, oficina de construção de maquete com os ambientes costeiros e exibição da animação Marulhada. O filme conta as aventuras de uma baleia jubarte adolescente em sua primeira viagem desde a região sub-Antártica até águas mais quentes, acompanhada de seus amigos, o polvo Mol, o cavalo-marinho Marinho e a fragata Fraga. A série faz parte das iniciativas de educomunicação do Projeto Ilhas do Rio para fortalecimento da cultura oceânica e conta com a parceria do JBRJ, inclusive no âmbito das pesquisas que realiza no Monumento Natural das Ilhas Cagarras (Mona Cagarras).

Rodas de conversa sobre a pesquisa científica do JBRJ no manguezal
Data: sexta-feira (31/3), às 10h e 11h
Local: Centro de visitantes
Segundo a pesquisadora Catarina da Fonseca Lira, que conduzirá o debate, os manguezais têm grande importância ecológicas como berçários para animais pelágicos marinhos e de água doce (peixes, camarões, peixes-boi, caranguejos, etc), uma vez que eles conseguem se proteger entre as raízes das árvores ou próximo ao solo lodoso e arenoso. Além disso, os manguezais funcionam como barreira protetora contra enchentes, alagamentos e efeitos de furacões (ventos e maré alta) e geram recursos ecossistêmicos para autossubsistência de trabalhadores artesanais com pescado (crustáceos e peixes).
“Apesar de toda a sua exclusividade e importância ecológica e socioeconômica, os manguezais são pouco conhecidos e muito depredados ou explorados. Muitas pessoas desconhecem, e, portanto, não enxergam a beleza dos manguezais como provedores de diversidade e sustento. O desmatamento de áreas de manguezais para fazer aterros e construir residências é extremamente arriscado por serem  áreas que sofrem naturalmente constantes alagamentos. Além disso, ocorrem problemas de erosão de solo, e os crustáceos e peixes se afastam por falta de alimento e proteção”, destaca a pesquisadora.

Exposição: Organismos marinhos*
Data: de 26/3 a 1/4, das 9h às 17h
Local: Herbário
Exposição de fotos, equipamentos e amostras biológicas do laboratório de algas do JBRJ.

Restinga do Jardim Botanico do Rio de Janeiro Jardim Botânico tem atividades pela Semana do Sistema Costeiro-Marinho
Restinga do Jardim Botanico do Rio de Janeiro

Exposição: “Restinga de Massambaba: vegetação, flora, propagação e usos”
Data: de 26/3 a 1/4, das 9h às 17h
Local: Centro de Visitantes
Vídeos, guias coloridos, amostras de plantas, frutos e sementes.

Oficinas de extração de algas e observação de imagens por microscopia*
Data: de segunda-feira (27/3) a sábado (1/4), das 9h às 17h
Local: Herbário

Conversa com gincana sobre a diversidade da fauna nas áreas de restinga*
Data: quarta-feira (29/3), às 10h
Local: área da Restinga
A atividade, conduzida pela responsável pelo Núcleo de Fauna do JBRJ, Marina Bordin, consistirá em uma experiência visual sobre a diversidade da fauna pertencente ao ecossistema de restinga. Será apresentada a riqueza de espécies do ecossistema, destacando os impactos causados nele pela ação humana, além da importância da conservação e preservação de espécies endêmicas, ameaçadas e em perigo de extinção.

Oficinas de colagem, artesanato com sementes e pintura com tintas naturais sobre ambientes costeiros e marinhos
Datas: domingo (26/3), das 14h30 às 15h30 e sábado (1/4), das 9h30 às 10h30 e das 14h30 às 15h30
Local: Ecovilla RiHappy
As atividades são gratuitas. Não é necessária a compra de ingressos.

Lançamento jogo da memória sobre plantas alimentícias e medicinais da restinga
Sábado (1/4), das 9h às 12h
Local: Associação dos Amigos do Jardim Botânico (AAJB)

Palestras
– “Quais são os benefícios gerados pelas restingas para a sociedade?”, pesquisador Antônio Carlos Andrade
2ª feira (27/3), às 14h
Local: AAJB
Como todos os ecossistemas, as restingas são importantes tanto para a manutenção da biodiversidade como para a sobrevivência da nossa sociedade, sendo responsáveis por oferecer serviços fundamentais ao bem-estar biológico e humano. Se do ponto de vista legal, moral e ético não conseguimos conservar este frágil ecossistema da costa brasileira, será que calculando o valor econômico dos seus serviços ecossistêmicos chamaremos a atenção da nossa sociedade para os benefícios gerados pelas restingas? O propósito desse diálogo é demonstrar a relevância ecológica e socioeconômica dos serviços ecossistêmicos das restingas e discutir a nossa contribuição para preservar suas áreas remanescentes.  

– “A ameaça invisível: as invasões biológicas e a perda da biodiversidade nas restingas”, pesquisador Antônio Carlos Andrade
5ª feira (30/3), às 10h30
Local: AAJB
Espécies exóticas invasoras são organismos introduzidos fora da sua área de distribuição natural, que ameaçam a diversidade biológica e os serviços ecossistêmicos, sendo consideradas a segunda maior causa de extinção de espécies no planeta. Sua capacidade de invadir ecossistemas, de forma acidental ou intencional, está associada a distúrbios em áreas preservadas, à ausência de predadores naturais, além de outras “armas” das quais dispõem e usam de forma eficiente. O propósito desse diálogo é divulgar informações sobre os impactos provocados pelas invasões biológicas e utilizar a árvore australiana casuarina equisetifolia como protagonista do processo de contaminação biológica das restingas, destacando as “armas” que ela utiliza para se estabelecer nas áreas degradadas, como ela afeta a biodiversidade e como podemos utilizar estes conhecimentos para vencer esta “batalha” e promover a restauração das restingas.  

– “A riqueza de plantas das restingas e os desafios para conservação”, pesquisador Cyl Farney Catarino de Sá
5ª feira (30/3), às 14h
Local: AAJB

– “Contando histórias sobre o uso de plantas da restinga: (re) conectando saberes”, pesquisadora Viviane Kruel
5ª feira (30/3), às 15h
Local: AAJB

– “Saberes e sabores da zona costeira”, pesquisadora Viviane Kruel
Sábado (1/4), às 9h30 e 12h
Local: AAJB

* Atividades com entrada no Arboreto, há cobrança de ingresso para o Jardim. Crianças até 5 anos não pagam.
Para as demais atividades, realizadas no Laboratório Didático, Ecovilla, Centro de Visitantes e AAJB, não há cobrança de ingresso.

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