Júlio Lopes vai debater com o governo Lula sobre a construção de nova usina nuclear em Angra dos Reis

Para o deputado, a construção da unidade permitiria uma transição segura para a produção de energia limpa no Brasil

Instalações das usinas nucleares Angra I e II. Angra dos Reis/RJ. - Foto: Saulo Cruz - MME

A cidade de Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro, pode ganhar mais uma usina nuclear. O deputado federal Júlio Lopes (PP) deseja reunir-se com a equipe de transição do presidente eleito Luís Inácio Lula da Silva (PT), para discutir a construção da quarta usina nuclear e de reatores nucleares de pequeno porte no Estado. Na região já funcionam as usinas de Angra I e II, sendo que Angra III está em construção. A edificação da unidade pretendida transformará o município em um Polo Nuclear, no qual serão gerados centenas de empregos em diversas áreas de atuação.

O deputado federal defende o emprego da energia nuclear contra a descarbonização do planeta. A medida, segundo ele, permitiria uma transição segura para a produção de energia limpa não só no Brasil, como em todo o mundo.

“Sou defensor do uso da energia nuclear na saúde e agricultura, além da construção de mais uma usina nuclear em Angra dos Reis. Mas para que isso ocorra é fundamental que o Brasil faça parcerias com países que já dominem esse processo e que a população seja conscientizada da importância dessa energia enquanto sustentabilidade, que seria economicamente viável para o Rio de Janeiro”, afirmou Júlio Lopes.

O congressista lembrou ainda que a modalidade na construção de reatores de menor porte é novo. Ele destacou, no entanto, que países como a Índia e a Rússia já utilizam a tecnologia. Para o Brasil seria de grande importância seguir no mesmo rumo buscando parcerias internacionais para a implementação da tecnologia.

“A construção da quarta usina nuclear brasileira está no Programa Nuclear de Energia Elétrica (PNEE), que visa garantir o suprimento de energia para todo o país para os próximos 10 anos; e hoje para reduzir a necessidade de grandes espaços, já existe um conceito na construção de pequenos reatores, que assim como os celulares, reduziram de tamanho, mas aumentaram a capacidade e potência. Para se ter uma ideia, as obras de Angra III dependem ainda de um investimento de cerca de R$ 20 bilhões, e sua previsão de término passou de 2029 para 2032”,  finalizou Lopes.

Deputado Federal Júlio Lopes (PP) – Reprodução

As informações são da Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (Abdan) e da rádio Tupi.

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2 COMENTÁRIOS

  1. em primeiro lugar, energia nuclear não é “limpa”. e temos outros recursos, como a eólica – essa sim limpa. mas a usina de fissão já é algo ultrapassado. vem aí a de fusão, realmente limpa pois não tem como produto final resíduo radioativo.

    os EUA anunciaram a primeira reação de fusão que produziu mais energia do que se consumiu no processo. A china mapeia o helio 3 no lado oculto da lua para utilização em sua futuras usinas, pois é um elemento mais estável para utilização.

    daqui a 30-50 anos, quando elas foram uma relidade, mudará completamente o perfil político-estratégico das nações: os UA serão independentes em energia; a europa não dependerá mais da rússia ou outros países; a china reduzirá drasticamente a importação de compbustíveis fósseis, ficando imune a pressões externas.

    E o “terceiro mundo” ficará com as tecnologias ultrapassadas, como sempre. entre elas, a de fissão, hidrelétrica e termelétricas…

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