Justiça cancela ‘Réveillon liberal’ em cobertura de Copacabana que promovia clube de sexo

O evento de fim de ano era divulgado nas redes sociais com ingressos a R$ 1.300

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Anúncio festa de ano novo que ocorreria na cobertura, em Copacabana (Foto: Reprodução Redes Sociais)

A Justiça do Rio proibiu a realização da festa “Réveillon Liberal”, marcada para acontecer na virada do ano, em uma cobertura da Rua Figueiredo de Magalhães, em Copacabacaba, que ficou famosa por abrigar um clube de sexo. A proprietária e dois inquilinos foram processados pelo condomínio por, segundo os advogados, promoverem atividades que envolvem prostituição e a venda de bebida alcoólica no local. A ação tramita na 19ª Vara Cível da Capital. O caso foi relatado pelo jornal O Globo.

O evento de Réveillon era divulgado na internet com ingressos a R$ 1.300 e convidava o público tendo como charariz alguns dos pontos turísticos mais famosos do Rio. O não cumprimento da determinação judicial pode resultar em pena de R$ 200 mil.

“Queremos dar as boas-vindas, nossa cobertura está bem localizada na quadra da Praia de Copacabana, com vista para o Cristo Redentor e pontos turísticos mais famosos do mundo”.

Na decisão, o juiz Fábio Lopes Cerqueira diz que, apesar de o condomínio ter destinação residencial e comercial, o imóvel tem apenas o alvará para atividade de psicologia, sendo vedado o incômodo e prejuízos à vizinhança. Cerqueira afirma, ainda, que as provas produzidas até o momento indicam a violação ao artigo 29º da Convenção de Condomínio.

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A festa deste fim de semana teria início às 21h, e era planejada com open bar. Cerca de 100 a 200 pessoas eram esperadas no evento, que não tinha autorização do Corpo de Bombeiros.

Na decisão, o juiz Fábio Lopes cita também o relato de moradores e funcionários de que o local era frequentado “por homens estrangeiros em grupos, com panfletos de anúncio da ‘Copa Massagens’, sendo frequente que os funcionários da limpeza encontrem muitas latas de bebidas diversas e vômito nos elevadores, e relatando os incômodos de moradores”.

Gilberth Franklin da Silva, locatário da cobertura, afirmou, na última semana, ao jornal O Globo, que o espaço é utilizado somente como centro de estética, onde atuam terapeutas certificadas, e não há exploração a prostituição nem a venda de bebida alcoólica.

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