Por Silvana Vargas

Euclides da Cunha Há exatos 100 anos morria Euclides da Cunha, autor de um clássico em nossa literatura – os Sertões, um retrato da Saga de Antonio Conselheiro e de Canudos. Morte anunciada quando trocou tiros com o amante da mulher, capitão do Exercito e exímio atirador, o Dilermando de Assis.

 

Sua figura permanece entre nós como um mártir da sociedade patriarcal que não suportando o meio social opressivo da nossa sociedade de fim de século, viajou através do país levantando suas mazelas e contradições. Consta em sua biografia que era um positivista indisciplinado que pediu demissão e foi punido inúmeras vezes por discordar de seus chefes.

Mais que um irrequieto, aventureiro, Euclides era um homem fora do lugar. Um deslocado no Exército por discordar da disciplina da caserna e da guerra, também na Engenharia que impedia sua criatividade poética. Afinal, um deslocado na vida familiar com Ana sua mulher que se ressentia de suas longas ausências.

 

Quis o destino que, este homem tão plural se embrenhasse pelas entranhas do país e veredas do sertão escrevendo obras completas que espelham mudanças exaustivamente estudadas ainda hoje.

Seus principais textos: Os Sertões onde retrata a Guerra de Canudos, Contrastes e Confrontos (1907),Perus versus Bolívia(1907),à Margem da História,Diário de uma Expedição,correspondência de Euclides da Cunha encontram-se todos reeditados nas melhores casa do ramo.

 

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No dia 19 de Agosto, a partir das 16;00 a União Brasileira de Escritores convida para a palestra” A organização da Obra Completa de Euclides da Cunha para o seu centenário” por Paulo Roberto Pereira. O evento acontece no Instituto Cultural da Sociedade nacional de Agricultura n a Av. General Justo,171 – 2º andar. Uma grande oportunidade de se reencontrar com a trajetória deste brasileiro que fez História.

 

A Academia Brasileira de Letras(ABL) vai dedicar –se até o final do ano ao tema promovendo16 eventos do tipo conferências,além de uma exposição no saguão principal sobre o assunto.

 

Na Biblioteca Nacional está a exposição composta de 130 peças do acervo . Acuradoria é do poeta Marco Lucchesi.

 

ENTRADA FRANCA EM TODOS OS EVENTOS

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