Letras Cariocas: Fevereiro é tempo de carioquice

Por Silvana Vargas

Songoro Cosongo por Tati Almeida Carnaval se aproxima e com ele as expectativas de aproveitar a camaradagem e o bom humor, com algumas desavenças que ninguém é de ferro.

 

Vícios antigos, hoje nem tanto, ainda podem ocasionar desconforto. A pergunta que não quer calar é: mudou o Carnaval ou mudaram os pecados que devem ser exorcisados nos dias de folia?

 

Listei os sete pedados em nova versão do novo milênio:

  1. Antes Gula , agora Anorexia.
  2. Antes Preguiça, agora Correria
  3. Antes Avareza, agora Consumismo
  4. Antes Soberba, agora Exibicionismo
  5. Antes Ira, agora Bullying
  6. Antes Luxúria, agora Sexo virtual
  7. Antes Inveja, agora Idolatria.

Todas as versões repaginadas fazem parte desses novos tempos, onde soluções mais profundas começam a ensaiadas pelos diferentes segmentos da sociedade responsáveis pela ordem pública. Será que agora vai?

 

Voltando ao tema do Carnaval , quero convidar o pessoal que não quer curtir a folia a buscar outras companhias igualmente motivadoras. Há quem diga que os livros de aventura, sexo e com tramas emocionantes liberam adrenalina, a responsável pela perda de peso e a queima calórica extra. É claro que aqueles que descobriram que beber um copo de cerveja quente depois do baile cura qualquer ressaca estão animadíssimos. E preferem curtir os inúmeros blocos de rua que prometem agitar este Carnaval.

 

Tem o Simpatia é Quase Amor, Suvaco de Cristo, as Carmelitas, Concentra Mas Não Sai e muitos outros agitando a cidade. Mas é bom fazer uma seleção prévia porque a correria entre um bloco e outro pode atrapalhar a festa.

 

almanaqueA fantasia deve ser criativa e confortável. Pouca roupa, muita alegria esta é a fórmula do folião saudável. Exibicionismo é coisa de quem acha que é celebridade.

Nada de se meter em confusão e atazanar a vida alheia. Valentão é o tipo mala que todos querem ver longe.

 

E finalmente, se quiser uma baita aula de carioquice, leiam os livros de crônicas de Adir Blan, Fausto Wollf, bem como Nelson Rodrigues em A vida como ela é. O Almanaque do Samba de André Diniz traz dicas para quem desconhece o assunto.

 

Garanto que depois disso, esse ano não vai ser igual àquele que passou

 

Fotos: Songoro Cosongo por Tati Almeida

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