Loja Richards, no Centro do Rio, fecha as portas após mais de 30 anos de funcionamento

Sofrendo com a demora do retorno do setor público ao trabalho presencial, a loja da rua Sete de Setembro fechou na semana passada.

Foto: Diário do Rio

Uma das mais antigas lojas da rede de venda de roupas masculinasda marca Richards, fechou suas portas esta semana. A loja fechada fica no Centro do Rio, na Rua Sete de Setembro, no térreo do Edifício Santo Alberto, entre a rua do Carmo e a rua da Quitanda, colada no edifício da Procuradoria Geral do Estado e a metros da Procuradoria do Município.

Certamente afetada pela inexplicável insistência dos órgãos públicos em manter-se trabalhando na modalidade que ficou conhecida como home office na cidade, enquanto a tendência mundial é de retorno ao sistema presencial ou a formas híbridas com prevalência do presencial para um sem número de atividades.  Enquanto a maioria das empresas retorna à atividade, a Petrobras, por exemplo, anunciou que vai ‘reformar’ sua sede na Avenida Chile. Isso, justamente agora que todos voltam ao trabalho. A reforminha deve durar até…2024. “O Centro do Rio é altamente dependente do setor público em suas três esferas”, decreta Wilton Alves, diretor de uma administradora que gere mais de 3.000 imóveis na região.

As empresas privadas agem um “pouco diferente”. Enquanto Elon Musk disse expressamente que o empregado de suas empresas que quiser continuar trabalhando em home office será demitido e o Google e a Amazon investem bilhões em suas novas sedes físicas, no Brasil não é diferente. Recentemente a empresa de informática Sankhya anunciou o investimento de mais de 10 milhões de reais no seu  novo escritório físico no Centro, em 500m2 no edifício da L’Oreal,  na avenida Barão de Tefé. O imóvel é alugado.

O CIEE, Centro de Integração Empresa Escola,  acaba de alugar 4.000m2 na rua Teófilo Otoni 123, para uma de suas unidades. A inauguração está prevista para agosto.  Porém, o comércio de rua vem sofrendo com a demora do retorno dos escritórios, principalmente os governamentais. Além disso, muitos negócios fechados nos últimos meses ainda não foram inaugurados por estarem em obras. Uma estimativa dá conta de que mais de 30.000m2 de escritórios já foram alugados nos últimos 6 meses, e passam por obras ou licenciamentos. Porém, pelo visto foi demais para a Richard’s esperar.

História

A marca – que segue existindo em todo o Brasil -revolucionou a moda masculina no Rio, criando tendências que saiam do formal. Para Ricardo Ferreira, fundador da Richards, o objetivo era construir uma loja com atmosfera que afastasse as pessoas da correria do dia-a-dia e as conduzisse a um mundo de sensações, admiração e romance.

A Richards nasceu querendo ser diferente, renovar o mercado de roupas saturado, oferecendo produtos e serviços que qualificava de “ricos em emoções”.

Aos poucos, a loja desenvolveu coleções com roupas leves e descomplicadas. Nada de ostentação de logotipo. Muito linho amassado, shorts e bermudas coloridos, sapatos confortáveis e eco bags de lona. E cresceu pelo país todo.

Ricardo Ferreira afirma que a rede nasceu de forma modesta. “A Richards é uma marca genuinamente carioca, nasceu em Ipanema, de forma despretensiosa, em 1947”.

O sucesso da marca foi reconhecido e espalhado por todo Brasil no final da década de 1990, através do sistema de franquia, a loja inaugurou uma rede em diversas capitais de todo país.

No que diz respeito ao marketing, a Richards, prefere investir na distribuição de catálogos e apoiar eventos que estejam relacionados a viagens e atividades de aventura, contribuindo com a disseminação dos valores e atitudes da marca.

Um fato curioso é que suas peças não têm etiquetas externas, fazendo com que o produto seja reconhecido mesmo pela qualidade e estilo. Sem nunca ter usado terno na vida, preferindo uma roupa mais livre, casual, fácil de usar, sempre elegante, Ricardo fez do seu próprio estilo de vida sua marca. Em poucas palavras, RICHARDS significa “sabor de férias no cotidiano”.

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23 COMENTÁRIOS

  1. O problema da Richards não é somente a falta de cliente no centro do RJ causada pelo trabalho híbrido. Mas a matéria esquece de abordar que a marca consumida pelas classes A e B já não têm tanto consumidor. Olha o nível de desemprego. Uma bermudinha de praia de boa qualidade em outras lojas custa 100 pratas. Nas Richards é 300. O problema não é o sistema híbrido ou homeoffice, mas o olho grande deles em manter suas margens altas quando todos tiveram que reduzir.

  2. Concordo com Paulo Duarte. As TIs estão matando empregos aos borbotões. Quando a Amazon.com entrar de vez no Brasil a quebradeira será bem maior.
    Ir ao centro para o que? Ser assaltado? Pegar o vírus nos meios de transportes? Se no seu bairro tem de um tudo, isso sem falar nas vendas on line que crescem feito ervas daninhas.
    Ou o comércio de adapta ou quebra.
    Os tempos são outros.
    E a mudança é mais s rápida que a luz…??

  3. A matéria parece uma piada de mal gosto. Pegar o gancho do fechamento de uma loja para desfiar seu rosário de reclamações sobre a perda dos próprios rendimentos é patético.
    Só para constar, não vi nenhuma reclamação do jornal na hora do “fica em casa”.
    E que venham as “justificativas”.

  4. Essa é a campanha salvem o Centro do Rio.

    O funcionário em Home Office faz as suas compras no seu bairro e não no centro. O comércio local é beneficiado. Porque o Centro é melhor do que os outros bairros?

    • Isso é mentira. Ande pelas ruas da tijuca, vila Isabel, ande pela barra da tijuca e verifique a quantidade absurda de lojas e salas que estão vazias. E isso se rpete em todos os bairros, são imoveis vazios pra todo lado, inclusive em Botafogo e toda ZS. O home office reduziu a renda das pessoas, pq a economia não está girando. O setor de transporte emprega milhares de familias, servicos, etc. Mas nós vamos chegar lá, tendo lido nos jornais que as empresas ja estao comecando a demitir milhares de trabalhadores nos estados unidos e europa. Ja ja vai começar aqui. A conta é simples. Se os empresários não vendem, não tem como manter funcionarios em casa sem trabalhar. E tambem se os empresarios nao vendem, não pagam impostos , e o setor publico nao arrecada. Vamos ver como vai fechar essa conta. É uma pena que estejam destruindo economias em nome da vagabundagem.

  5. Sugiro que pressionem seu deputado e reador eleito, o prefeito, o governador. É nitido que a iniciativa privada está retornando ao trabalho mas existe uma pressão grande dos servidores publicos para ficarem em casa recebendo. Foram mal acostumados na pandemia e querem assim continuar. Se não houver governantes de pulso, que tomem atitude, vanos continuar vendo o prefeito pegar dinheiro emprestado pra fechar prejuizo sem parar. A cidade está completamemte abandonada. Setor de transportes quebrado. Andei de metro essa semana em horario de rush, o metro estava quase vazio, dia de semana Essa ociosidade no sistema de transporte está sendo comoensada com dinheiro publico pra que continue funcionando até enckntrar novamente o ponto de equilibrio, mas pra isso precisa as coisas voltarem a funxionar como era antes. Acabou a pabdemia, não adianta quererem forçar a barra pra ficar em casa fingindo que trabalha que nao adianta. Como são servidores, se sentem protegidos pela estabilidade e usam-na como escudo pra drsafiar a cumprir ordem superior de retornar ao local de trabalho .

  6. Home office = vagabundagem. Tinha que existir uma publicação com a lista das empresas que estão fazendo hone offoce pros consumidores poderem optar por nao adquirir seus servicos. Foi meu caso, quando o Sr Lemann anunciou que grande parte dos funcionarios da Ambev ficarãopra sempre em home office. Eu parei de consumir produtos da Ambev e agora so compro Heineken. Esses dias liguei pro Santander aonde tenho conta e a atendendente falava comigo com um cachorro latindo o tempo todo. Já cou mudar de banco tambem. Quem nao coaduna com a destruicao da economia tem que procurar saber as empresas que estao adotando home office e fugir delas. A Petrobras não precisem se preocupar porque a privatização está proxima, quando virar empresa privada (seria) ela vai botar os funcionarios pra trabalhar pela primeira vez na vida.

  7. O dono do jornal, que tbm é dono de imobiliária, chorando pelo esvaziamento do Centro. Tá engraçado! Chora mais, o Centro morreu, vocês vão ter que parar de cobrar valores abusivos nos aluguéis. Além disso, reparei que a matéria foi extremamente mal escrita. Que falta de cuidado! Tudo absolutamente lamentável.

  8. Conforne já avisei por diversas vezes, o home office vai destruir a economia carioca. O setor de transportes já esta quebrado, servicos e comercio. Foi um crime o que fizeram instituindo essa forna de funcionarios ficarem em casa finfindo que trabalham, destruindo a econonia .Nao precisa ser nenhum genio pra prever issio. Elon Musk é uma figura emblemática que ja identificou o caos na economia com esse home office E podem anotar aí, o Rio vai co tinuar quebrado até que acabem com essa palahacada de trabalho remoto. Eduardo Paes (nervosinho da lava-jato), ja andou pegando emprestimo de R$700 milhoes essa semaana pra tapar o rombo nos cofres publicos. Anotem ai, o prefeitimho já pegou 700 milhoes e NOS que vamos ter que pagar. Voce ve setor publico, privado, todo mundo usando a pandemia como desculpa pra continuar colocando pressão pra ficar em casa fingindo que trabalha, recebenso no final do mês. Pois bem , pode ir pegando bilhões e endividando mais a Prefeitura Sr Prefeito, porque com essa situação do fiqie em casa a economia não vai se recuperar, pode anotar ai.

  9. É impressão minha ou a página é a favor do retorno ao trabalho presencial? Agora explica que lá fora o sistema de transporte público FUNCIONA, mas aqui no Brasil, principalmente no RJ levamos mais de uma hora da zona norte ao centro no horário de rush. Nem comento de nós aqui da zona oeste… duas horas e meia DE CARRO pela Brasil pra chegar ao centro, imagina de ônibus. Home office não é coisa de preguiçoso, trabalho muito mais do que se tivesse presencial, a diferença é que minha qualidade de vida melhorou mil por cento.

  10. Percebo aqui nos comentários também uma tendência maldosa e uma maldita polarização.
    O trabalho presencial e importantíssimo. Como o home office oferece suas vantagens também.
    SOMOS TODOS BRASILEIROS! VAMOS NOS UNIR PELO BEM DO NOSSO PAÍS!

  11. Além do que já foi falado, com o que concordo com boa parte, outro erro da matéria foi citar que a Petrobras segue em home office devido à reforma do EDISE. Na verdade ela está no híbrido, com seus empregados tendo sido temporariamente realocados para outros prédios da companhia na cidade (como o Senado e EDIHB).

  12. Também pudera,,os preços que eles praticavam ,não condizia,, com um país onde existem, milhões passando fome,,essa de que compra quem pode foi-se,, a muito tempo,,

  13. O autor do artigo revela a extrema ignorância quando manifesta entendimento de que a causa do fechamento seja “a insistência de setores públicos em permanecer no regime home office” e que “a tendência é retorno das atividades presenciais ou híbrido”

    É fake news senão criminosa mesmo a afirmação.
    Quais as fontes de notícias estrangeiras para reforçar tal embasamento?
    Se consultasse os órgãos públicos sobre a modalidade de trabalho adotada é justamente o híbrido.
    E engana falando que perde o serviço público com isso porque há economia de luz, água, gás, além dos espaços públicos, pois o custo de manutenção diminui quando menos demanda e, ainda, redução de gastos com aluguéis ou venda de espaços próprios.
    Os espaços podem ser otimizados funcionando mantendo atividades presenciais indispensáveis enquanto outras são no remoto.

  14. Sou servidor público, e onde trabalho foi adotado o home office permanente. Todos os meus amigos agora trabalham nesse formato, e não querem retroceder ao presencial pra perder horas no trânsito, ficar longe da família e à mercê de sofrer alguma violência no caminho. Pra desespero da Sergio Castro Imóveis, dona desse “jornal”, o escritório morreu (e ninguém vai sentir saudades).

    • Infelizmemte quem decide se o funcionario publico tem que trabalhar ou não é o dono do escritorio, que paga seu salário. Se o dono do escritório não tiver de onde tirar dinheiro pra pafar impostos (que é o qie está acontecendo em toda cidade), o prefeito, o governador, será instado a tomar providências e aí eu quero ver se você volta ou não ao trabalho. Já precisei de fazer contato com a sub prefeitura e só pude fazer por email, ninguem vai na reparticao. Enviei o email tem mais de 3 semanas e nem uma resposta obtive É nitido que estão em casa recebendo salario sem trabalhar. Isso vai ter que mudar pois a economia já quebrou, a propria prefeitura pediu emprestimo de 700 milhoes essa semana, o estado esta aderindo a regine de ajuda fiscal. O mundo seria bonitinho se todos ficassem em casa cocando o saco sem ttabalhar masna vida real isso nao funciona.

  15. Ôh abestalhado que escreveu isso aqui, é o seguinte:
    O home office, no setor público, já se mostrou muito bom economicamente para os cofres públicos. E tomara que fique assim por um bom tempo! O meu órgão, por exemplo, quer implementá-lo de forma permanente.

  16. Nessa matéria percebi que tem um cunho de criticar o home office, e principalmente as empresas públicas por adotarem o mesmo. Ora, pra mim essa chamada era apenas para informar o fechamento da loja e não do jornalista fazer críticas dizendo que fechou devido a isso ou aquilo. Existem empresas privadas que adotaram o sistema. O Elom Musk não é referência, nem Google, a pessoa gere a empresa do jeito que achar necessário. Precisa ser imparcial e não apontar para A ou B colocando a culpa no fechamento. Percebi que tem um lado político e não somente informativo.

  17. Nessa matéria percebi que tem um cunho de criticar o home office, e principalmente as empresas públicas por adotarem o mesmo. Ora, pra mim essa chamada era apenas para informar o fechamento da loja e não do jornalista fazer críticas dizendo que fechou devido a isso ou aquilo. Precisa ser imparcial e não apontar para A ou B colocando a culpa no fechamento. Percebi que tem um lado político e não somente informativo.

  18. Gente,boa tarde carioca da gema e da zona sul dos bons tempos, infelizmente vemos mais uma loja para a elegância e bom gosto masculino fechar as portas.e uma pena.la se foram os tempos da Casa José Silva,Adonis, Quinta Avenida,e outras tantas

  19. Não coloquem a culpa no salva-vidas que se atrasou pra salvar o Titanic, neste caso nosso Centro…O de SP está muito melhor que o Rio, mesmo com a cracolândia. BH também, movimentadíssimo e cheio de gente. Só para recordar: O que tem na porta dessa linda loja que fechou…aquele trenzinho que leva o nada a lugar algum. Pobre rua Sete de Setembro, de tanta história e relevância nacional… Hoje, relegada a passagem de trem. Cidade moderna, primeiro mundo, tem é Metrô!!! VLT como o nosso, só clamando para um milagre sem mexer na estrutura e desenho de ruas. Os gênios do urbanismo ainda acreditam que um lojão daqueles sobrevive e tem vista com um trem passando a 2 metros da vitrine a cada 5 minutos seja indo ou voltando? Com a palavra, o dono do imóvel.

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