Lojistas do Rio ganharão aumento de 10% nos salários

O reajuste conquistado recupera as perdas da inflação; comerciantes também receberam um abono de R$650

Saara, no centro do Rio. | Foto: Rafa Pereira - Diário do Rio

O Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro garantiu reajuste de 10% e abono de R$ 650 para trabalhadores de lojas de rua e shoppings (SindLojas). O aumento passa a valer a partir de 1º de outubro. Já o abono, parcelado em duas vezes, foi pago nas folhas de agosto e setembro para todos os trabalhadores, incluindo os comissionistas.

Márcio Ayer, presidente do Sindicato dos Comerciários, afirma que a negociação começou muito difícil, com negativas de aumento e retirada de diversos direitos e terminou com uma proposta digna para valorizar os trabalhadores do comércio. “O reajuste é legítimo, justo e merecido”, conclui o presidente.

Para Risalvo Gomes, funcionário de uma rede de varejo de móveis e eletrodomésticos, o aumento vem em boa hora. “A gente estava mesmo precisando. Tudo tem subido de preço. O abono também nos ajuda bastante”.

Fernando Rodrigues, que trabalha em uma loja de autopeças, espera pelos próximos reajustes. “O aumento de 10% foi um grande acordo, todo mundo já tá ansioso pra cair logo na conta. Tomara que mais pra frente tenham outros aumentos assim para melhorar nossos salários”.

Em junho, foi aprovado o acordo que garantiu reajuste de 12,5% mais o abono de R$ 800 para trabalhadores de supermercados e hortifrutis. Este aumento também passa a valer a partir de outubro. O abono, por sua vez, foi pago nas folhas de julho, agosto e setembro.

Os reajustes conquistados recuperam as perdas da inflação, um importante êxito, considerando que quatro em cada dez reajustes salariais ficaram abaixo da inflação deste ano no país, conforme o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Fraudes

Depois de receber uma série de denúncias e reclamações de que muitos não teriam recebido o abono de R$ 800, o Sindicato dos Comerciários passou a examinar os CNPJs de alguns estabelecimentos. Apesar de serem do setor de supermercados e hortifrutis, empresas teriam mudado o enquadramento para área administrativa. O assunto será levado à Justiça para cobrança do pagamento.

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