Lula e Bolsonaro planejam pedir doações via Pix para campanha eleitoral

Mesmo com um fundo eleitoral recorde de R$4,9 bilhões, os candidatos pretendem pedir doações para turbinar a campanha

Foto: Reprodução/Alan Santos/PR

Pré-candidatos à Presidência, Lula (PT) e Bolsonaro (PL), preparam uma estratégia de arrecadação de recursos para turbinar a campanha em 2022, mesmo com o fundo eleitoral recorde de R$ 4,9 bilhões.

O PL vai lançar em seu site convidando apoiadores a fazer doações à campanha eleitoral por meio de Pix, nos próximos dias, de acordo com O GLOBO. O partido PT também aposta em uma campanha de doação on-line e na promoção de jantares para arrecadar recursos extras. O partido também fez uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para saber se pode receber contribuições por Pix.

O partido de Bolsonaro tem a intenção de utiliza-lo como garoto propaganda, eventos para empresários, com a presença do atual presidente, estão sendo realizados para a buscar a ajuda financeira de doadores. Aliados do titular do Palácio do Planalto têm mirado em representantes do agronegócio.

Atualmente, o PL tem a maior bancada da Câmara, com 77 deputados, porém, o partido está em sétimo lugar no fundo eleitoral, com R$ 283 milhões reais disponíveis para campanhas. O valor é considerado insuficiente por dirigentes da legenda para bancar todas as campanhas. Por isso, neste ano, as apostas nas doações de pessoas físicas estão maiores. Com o provável apoio de PP e Republicanos, Bolsonaro deverá ter R$ 870 milhões à disposição para sua coligação.

O PT só espera a confirmação do TSE para lançar uma campanha de doações para a legenda por meio do Pix. Tradicionalmente, o partido recebia recursos por meio de cartão de crédito, mas o entendimento é que o Pix facilitará as contribuições. Em seguida, haverá uma outra campanha on-line com pedidos de contribuições para a pré-candidatura de Lula. O PT deve receber perto de R$ 500 milhões do fundo eleitoral. A aliança com o PSB e a federação com PCdoB e PV devem garantir cerca de R$ 878 milhões à coligação de Lula.

Embora as campanhas não estejam oficialmente liberadas, o TSE permite que partidos já arrecadem e o dinheiro, a partir de agosto, seja utilizado para custear gastos dos candidatos como viagens, eventos e peças de propaganda.

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