Mais de 140 espécies de aves são registradas no Parque Estadual do Desengano 

O parque fica em Campos dos Goytacazes

Foto: Samir Mansur

No último fim de semana (10 e 11/12), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) promoveu mais uma edição do programa Vem Passarinhar RJ em 2022, no Parque Estadual do Desengano (PED), no Norte Fluminense. O evento reuniu 18 participantes que registraram 143 espécies de aves ao longo dos cerca de 20 km percorridos na região conhecida como Aleluia do Imbé, em Campos dos Goytacazes. 

“Temos orgulho de todo o impacto positivo que o Vem Passarinhar gera para as nossas unidades de conservação e para todos os envolvidos. É prazeroso ver a população se conectando e aprendendo com a nossa avifauna. O programa não é somente um sucesso de participação, mas também um sucesso no que diz respeito a preservação ambiental no Estado”, afirmou o presidente do Inea, Philipe Campello

Dentre as espécies que os fotógrafos amadores flagraram, destacam-se o Pica-pau-bufador (Piculus flavigula), o Cabeça-encarnada (Ceratopipra rubrocapilla), o Urutau-grande (Nyctibius grandis) e o Pato-de-crista (Sarkidiornis sylvicola). “O Vem Passarinhar promove uma aliança estratégica entre uma atividade lúdica e o levantamento em tempo real de nossas aves, sendo com isso um instrumento de gestão”, explica o gestor do PED, Carlos Dário. 

Somente na primeira manhã do evento, na Fazenda São Julião, foram observadas 83 espécies de aves como atiriba-de-orelha-branca (Pyrrhura leucotis), atiriba-grande (Pyrrhura cruentata) e a chauá (Amazona rhodocorytha) todas exclusivas da Mata Atlântica e ameaçadas de extinção.

A atividade permite a observação de espécies de hábitos tanto diurnos quanto noturnos. Ao anoitecer do primeiro dia, os participantes se deslocaram para a corujada, onde a estrela da noite foi o urutau-grande (Nyctibius grandis), espécie noturna que fica em postura vertical em troncos e galhos fazendo um característico mimetismo, o que permite passar facilmente despercebido, apesar do seu grande tamanho. A ave conta com uma vocalização bastante peculiar e bizarra, e muitas vezes é fonte de lendas e temores por parte da população rural.

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