Foto: Divulgação

Aos poucos, vai-se clarificando o cenário para as eleições a governador do estado do Rio de Janeiro. Três correntes se movimentam com força. Claudio Castro (PL) bota um trator e coopta medalhões fluminenses, tornando seu governo eminentemente político. Marcelo Freixo (PSB) tenta se apresentar mais moderado como postulante ao Palácio Guanabara, migrando do PSOL para o PSB e aglutinando forças do centro. E Eduardo Paes (PSD), em paquera com o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, move as peças de sua narrativa, cristalizando-se como o salvador da cidade do Rio em meio à catástrofe da pandemia. As três correntes são reféns do desfecho da Covid no Brasil. A possível quarta corrente está ainda no modo Off: o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), que vem tendo seus pilares construídos pelo presidente estadual do PRTB, Antonio Carlos dos Santos, observa o cenário com cautela.

O governo Claudio Castro é agressivo nas alianças. Vem fazendo movimentos arriscados e inéditos. Pôs para dentro de sua administração caciques e indicados de caciques. Loteou a receita da venda de blocos da Cedae entre dezenas de prefeitos, asfixiando a oposição. E firmou sua aliança com o presidente Jair Bolsonaro sem nenhuma condicionante.

Marcelo Freixo, petista emigrado para o PSOL, está tirando a capa do radicalismo. Migrou para o PSB, conversa com o DEM e, parece, diz um amigo, ter aprendido em Brasília o caminho do diálogo com todas as vertentes partidárias. Estaria Freixo pronto para sua fase “Freixo Paz e Amor”? O primeiro passo para isso seria, simplesmente, sorrir. Na maioria de suas aparições públicas, Freixo está sempre sisudo, carrancudo, com cara de poucos amigos, enraivecido. Passar uma imagem mais leve e mais serena seria um start.

Eduardo Paes, por sua vez, fosse candidato, poderia ser o player a tirar Claudio Castro do páreo, ou, dependendo do que fará Freixo, enfrentar o atual governador. Paes conversa com Felipe Santa Cruz, mas, segundo a primeira pesquisa do instituto Prefab Future, realizada em abril desse ano, é no atual momento o preferido dos fluminenses. Como se desvencilhar do casamento intenso com os cariocas, que lhe deram uma nova chance? Paes não deve correr neste pleito.

Foto: Bruno Batista /VPR

O vice-presidente Hamilton Mourão, descartado e congelado por Jair Bolsonaro, estuda sua viabilidade no estado do Rio de Janeiro. Pesquisa encomendada pelo PRTB estadual ao Instituto Brasileiro de Planejamento e Gestão e realizada de 29 de maio a 2 de junho, com 1.200 entrevistas e 2,8% de margem de erro, o coloca em terceiro lugar no modelo Estimulado.

Os números da ESTIMULADA são os seguintes:

  • Eduardo Paes – 13,4%
  • Marcelo Freixo – 7,9%
  • General Hamilton Mourão – 7,8%
  • Anthony Garotinho – 6,1%
  • Romario – 6,1%
  • Claudio Castro – 4,3%
  • Outros – 3,5%
  • Tarcisio Motta – 2,3%
  • Rodrigo Neves – 1,5%
  • Washington Quaquá  – 0,9%
  • André Monteiro – 0,4%
  • Felipe Santa Cruz – 0,1%
  • Nulo/Branco – 24,3%
  • Não Sabe/Não respondeu – 21,4%

Mesmo em terceiro lugar, as chances de Mourão são remotas. Cada vez mais desligado de Bolsonaro, tende a ficar esvaziado com o alinhamento de Claudio Castro ao presidente. Mais do que isso: Mourão seria estilhaçado pela militância bolsonarista com a pecha de “traidor” e apanharia sem perdão. Sua melhor e mais nobre opção seria se candidatar a deputado federal e liderar uma nova direita, alternativa ao extremo negacionista e raivoso que virou o time do presidente da República. Com um mandato de federal garantido, Mourão poderia recriar e representar de forma mais adequada os militares brasileiros.

Com Mourão e Paes possivelmente fora desse pleito, resta aos fluminenses a polarização entre Freixo e Castro. Diferentemente de todas as outras eleições majoritárias das quais participou, Freixo, agora, dependendo de como seja reapresentado, pode atrair o centro e quebrar as reticências de uma parcela grande da sociedade fluminense. Para isso precisa rever alguns de seus valores e posições e, assim, virar o inimigo do sistema que há décadas corrói os cofres estaduais. Um sistema que, dessa vez, usa artifícios financeiros nunca antes vistos nesse país. E no qual todos sabemos no que vai dar.

3 COMENTÁRIOS

  1. Não consigo ver o Claudio Castro com todo esse protagonismo. Acho que a fragilidade de Castro, pode eleger Freixo. Penso que Santa Cruz é inteligente o suficiente para entrar se tiver espaço para derrubar alguém no segundo turno, vai ter como alvo, Freixo para sepultar Castro ainda no primeiro turno. Paes é esperto o suficiente para organizar a vida dele.
    Mourão ainda é nome, Bob Jefferson sabe conduzir bem processos bem pragmáticos. Não seria candidato pelo PRTB, óbvio.

    Por último, penso que Castro sofre mais com a popularidade de Bolsonaro se desintegrando, isso cria mais caldo para o Mourão que galvanizaria todo o discurso raivoso dos ex-Bolsonaristas.

  2. Kkkkkk vai sonhando Frouxo!!!!Sua pecha de DEFENSOR DE MARGINAL,é inapagável da memória do carioca que não seja uma ameba!!!
    Até a Mafalda Mota tem mais chance,se vc quer saber!!!
    Sua turmeca hipócrita já é manjada!!!E o filhote?Se saiu bem lá no cabide de emprego?Kkkk

  3. O Rei do interior (garotinho) vai apoiar o Castro.

    O Castro ganha no primeiro turno ou vai para o segundo turno contra o Freixo.

    No segundo turno o Castro vence o segundo turno com 65% dos votos contra 35% do Freixo

    O Freixo não tem nenhuma força no interior e no grande Rio.

    Este LADRÃO do Garotinho por incrível que pareça é muito forte no interior e tem força média no grande Rio.

    O LADRÃO do Garotinho só é fraco na Capital.

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