Foto: Renan Olaz/CMRJ

A disputa política do estado do Rio está igual à defesa do Vasco: totalmente aberta. Com pesquisas quantitativas que nesse momento privilegiam apenas caras conhecidas e já testadas, o leque de possibilidades segue amplo e imensamente aberto. A pesquisa Gerp, com amostra de 1.200 pessoas e margem de erro de 2,9%, realizada entre 10 e 17 de agosto, é mais do mesmo. No Senado, por exemplo, os números são os abaixo:

  •  Romário (PL) – 10%
  • Molon (PSB) – 10%
  • Crivella (Republicanos) – 9%
  • Jandira (PCdo) – 8%
  • Benedita (PT) – 8%
  • Garotinho – 4%
  • Rodrigo Maia – 4%
  • Washington Reis (MDB) – 4%
  • Felipe Santa Cruz – 1%
  • André Ceciliano (PT) – 1%
  • Não Sabe/Não Respondeu – 41%

Os números acima revelam 41% de Não Sabe/Não Respondeu. É bem possível que não saia nenhum senador do estado do Rio dessa lista acima.

As eleições ao Senado costumam ser uma montanha russa. Em 2006, Francisco Dornelles deu uma banda em Jandira Feghali, favoritíssima no pleito. Em 2018, Arolde de Oliveira fez o mesmo com Cesar Maia. A questão engloba mais do que buscar a vitória, mas sim  em enxergar como as peças presidenciais se movem.

No caso do governo do estado, a disputa segue perpendicular. Temos o governador Claudio Castro buscando a reeleição por WO, com um arco de alianças amplo e tratorando prefeitos; temos um Marcelo Freixo recauchutado, moderado e sorridente; e temos um espaço monumental no meio deles.

Esse lugar por enquanto é de Cesar Maia: um perfil de político com experiência, com recall, de centro e que já há muito está distante de cargos majoritários. Tem rejeição significativa, mas, entre Castro e Freixo,  Maia seria a peça que, nesse tabuleiro, poderia embalar. Para isso, Eduardo Paes precisaria ser o gatilho para que isso acontecesse sem sustos.

O vice-presidente Mourão já disse que sua candidatura é especulação. Sigo acreditando que, no fim das contas, ele será candidato a deputado federal, numa modalidade mais confortável e sem o desgaste de uma peleja majoritária. Sobre Mourão, aliás, chama a atenção sua última declaração a respeito da relação com Bolsonaro:

“Não é uma relação simples. Nunca foi entre presidente e vice, nós não somos os primeiros a viver esse tipo de problema. Mas o presidente sabe muito que ele conta com a minha lealdade acima de tudo. Ele pode ficar tranquilo sempre a meu respeito”.

Mourão sabe ser o político que Bolsonaro não é. Mostra integridade e fidelidade, atraindo parte dos bolsonaristas. Seja pelo Rio Grande do Sul, seja pelo Rio de Janeiro, sua eleição ao Congresso soa confortável. Se decidir se jogar numa disputa ao governo do estado ou ao senado, a tendência é tomar um caixote, morrer na praia e se aposentar. A Pesquisa Gerp o alça a primeiro lugar. Um lugar marcado. Para outro tomar.

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