Moedas de países emergentes caem enquanto dólar recobra a força

Abri se mostrou um mês difícil para moedas de países emergentes na comparação com o dólar, especialmente o real brasileiro

Abril se mostrou um mês difícil para moedas de países emergentes na comparação com o Dólar, especialmente o Real Brasileiro. Com desvalorizações importantes desses pares, o Dólar valorizou consideravelmente durante o mês perante ao Real, mesmo com swaps cambiais anunciados pelo Banco Central.

É importante frisar que a queda do Real foi a mais alta dentre as moedas do mundo em dias como terça-feira, 26 de abril – dia em que a moeda norte-americana voltou a bater, rapidamente, o patamar de R$5,00, após meses em queda. O Ibovespa também tem oscilado, retrato das dificuldades que a moeda brasileira vêm enfrentando.

O principal fator, de acordo com analistas, é externo – as altas das taxas do FED (nos Estados Unidos) acima do esperado, cumulado com o receio de desaceleração econômica global devido aos recentes lockdowns na China, fez com que investidores estrangeiros retirassem seus recursos do país.

A queda da moeda brasileira perante ao dólar era esperada por alguns analistas e vista ceticamente por outros. De fato, identificar um mercado Bull (em alta, otimista) ou um mercado Bear (em baixa, pessimista) é uma das tarefas mais árduas a serem compreendidas por investidores e negociadores ao redor do mundo. Operar nesses estados do mercado de capitais é uma das chaves para o sucesso dentro do mundo das ações.

Não foi só o Real que sofreu com as interações macroeconômicas de investidores externos. Outros pares de países emergentes também tiveram quedas, ainda que moderadas se comparadas à da nossa moeda.

Reflexos da recobrada de força

Com a alta recente do dólar, especialistas estimam também alta nos juros: a taxa SELIC foi apontada por economistas como prevista à 13.25%, mais alta que a última previsão e consideravelmente superior à penúltima.

Com a queda do Real e de outras moedas de países emergentes, é necessário aos operadores do mercado financeiro que recobrem o cuidado na sua gestão de riscos.

Também é necessário considerar que, apesar da queda no Risco-Brasil, as eleições podem ser material suficiente para que a desconfiança dos investidores externos ressurja no país. Com isso, embora as atuais perdas possam ser mitigadas, no longo prazo é preciso preparação para evitar problemas com as ações da política brasileira.

Bull e bear

Investidores e negociadores se deparam com os termos “bull market” ou “bear market” com frequência. Representando um estado otimista de alta e um pessimista de queda respectivamente, são um tipo de linguagem que adentrou no cotidiano brasileiro e mundial desses profissionais.

Conforme demonstrado no link acima, há diversos fatores que indicam um mercado positivo e um negativo. Como exemplo, a B3 registrou a sétima baixa seguida durante o mês de abril – a maior sequência em cinco anos. A queda das bolsas de determinado mercado, dentre outros fatores, tende a indicar que o mesmo está “bear”, ou seja, pessimista, com quedas significativas em relação às altas.

Apesar de inspirar cautela, o mercado nesse estado ainda pode ser fonte de ganhos. Identificar corretamente as tendências influencia diretamente nas atitudes que um investidor tomará dentro do mercado em questão.

O “bull-ish”, termo para “quase bull”, se encontra no dólar. Investidores de longo prazo podem se interessar por esse tipo de mercado, além de outros negociadores.

Conclusão

A queda do mercado de capitais brasileiro é reflexo, para analistas, de fatores que não estavam considerados no risco geral (os famosos “cisnes negros”). Ainda assim, essa queda representa uma perda de força substancial nos pares de moedas de países emergentes, e levanta alerta na situação, outrora plenamente otimista, da moeda brasileira.

Identificar forças e fraquezas de um mercado, e saber operar nas duas circunstâncias, é uma tarefa que requer atenção e cuidado por parte dos investidores. Os reflexos reais da mudança desse mercado são perpetuados por índices, estatísticas e resultados reais, e isso interfere em todo o ecossistema do mercado de capitais brasileiro.

Mesmo com a ajuda de swaps cambiais, a moeda brasileira não foi párea para a americana no mês de abril, o que nos permite inferir que a força do dólar está sendo gradativamente restabelecida – os efeitos vindouros só podem ser estimados.

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