Monetização dos reels: especialista explica crescimento constante da plataforma no Rio de Janeiro

De acordo com o especialista em monetização de canais das mídias digitais João Adolfo Souza, Brasil tem potencial para investimentos em conteúdo de redes sociais e influenciadores têm crescido na região

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Rio de Janeiro - Foto: Fernando Maia/Riotur

A Meta anunciou no começo do mês passado que passará a testar os anúncios de reels, que se tornaram o formato do momento para produção de vídeo, do Facebook para o Brasil e outros 52 países. O objetivo da empresa é que, posteriormente, o mesmo aconteça com o Instagram. Agora, com a mudança, os criadores de conteúdo passarão a receber dinheiro pelas visualizações que alcançam com o formato. A quantidade de views será o fator determinante para essa remuneração.

Na região do Rio de Janeiro, o número de criadores de conteúdo digital que adotaram o formato está em constante crescimento. De acordo com o empresário e especialista em monetização de canais das mídias digitais João Adolfo Souza, a região tem grande potencial para os investimentos das plataformas. Ele cita que, em 2022, um relatório da Nielsen mostrou que o país possuía mais de 10,5 milhões de influenciadores com mais de mil seguidores. Ao considerar apenas perfis com mais de 10 mil seguidores, os números continuam altos: 500 mil criadores de conteúdo.

“Essa novidade da Meta é algo já praticado pelo Youtube há anos. O audiovisual tem se tornado o formato mais consumido em diversas redes sociais. Mas, para atrair e fidelizar o público, é importante que o criador tenha criatividade e saiba inovar, pois, essas são características imprescindíveis tanto para quem já está nesse mercado, como para quem irá entrar”, comentou.

O especialista, que atualmente possui mais de 17 canais no YouTube monetizados, dois deles com mais de 1 milhão de inscritos, ressalta ainda que existem alguns mandamentos para quem busca destaque nessa área:

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  • – Capriche na produção – “Nas próprias plataformas há efeitos e possibilidades de edição que ajudam nesse processo”.
  • – Cative os usuários nos primeiros segundos – “Aposte em vídeos curtos, explicativos e que fixem os seguidores nos primeiros segundos. Não é necessário investir em equipamentos caros, basta começar a criar um canal e manter a constância”.
  • – Estude o público e a concorrência – “Por que o seu conteúdo vai se destacar? Qual o diferencial para escolher o seu, e não daquele influenciador que trabalha o mesmo tema? São pontos necessários para cativar sua audiência e, consequentemente, aumentar seus ganhos, visto que a monetização terá como base as visualizações”.
  • – Tenha constância – “O YouTube permite três notificações por dia para os inscritos de um canal. Por isso, produzir conteúdo em massa não é o suficiente, é preciso publicar constantemente e com base em uma estratégia. Quanto aos ganhos financeiros, a receita gerada pelo YouTube é paga em dólar pelo Google, que deposita em um banco intermediário e, em seguida, o valor é convertido em reais e depositado na conta do criador no Brasil. Sobre como o pagamento da Meta, é interessante esperar o posicionamento da empresa sobre os próximos passos”.
  • – Crie uma página profissional – “Para lucrar com as visualizações de reels, há a necessidade da criação de uma página profissional e ter mais 18 anos. A partir desse ponto, a Meta pode selecionar o perfil para os seus testes”.

“A produção de vídeo é versátil e pode ser feita por todos os tipos de empresários e nichos. As empresas que não estão presentes nas plataformas faturam menos do que poderiam. Através do YouTube, Facebook, Instagram e TikTok, por exemplo, é possível atrair novos clientes, fazer vendas, fechar negócios, aumentar o reconhecimento da marca, tornar-se uma autoridade no nicho”, concluiu.

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