Monica Benicio busca revogação de medalhas concedidas aos irmãos Brazão; vereadores recusam votação

Monica Benicio considera inadmissível que os acusados de ordenar o assassinato de sua esposa, Marielle Franco, vereadora daquela mesma casa legislativa, ainda recebam homenagens

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Foto: Reprodução

Pela terceira vez, a vereadora Monica Benicio (PSOL), viúva de Marielle Franco, levou ao plenário da Câmara Municipal do Rio o pedido de revogação das medalhas Pedro Ernesto concedidas aos apontados como mandantes dos assassinatos de Marielle e Anderson: o deputado Chiquinho Brazão e seu irmão, o Conselheiro do TCE-RJ, Domingos Brazão. Contudo, novamente, o requerimento não obteve sucesso. A Medalha Pedro Ernesto é a principal homenagem que o município presta a quem mais se destaca na sociedade brasileira ou internacional, sendo a mais alta condecoração concedida pela Câmara.

Dessa vez, a cena foi marcada pela recusa de vários vereadores em votar, em tentativa de evitar comprometimentos políticos. O comportamento foi interpretado como uma postura de inércia e conivência com os criminosos.

Para Monica Benicio, é inaceitável que os acusados de ordenar o assassinato de sua esposa, uma vereadora daquela mesma casa legislativa, ainda sejam homenageados: “É inadmissível. A Câmara Municipal do Rio não pode aceitar esse papel vergonhoso e antidemocrático de ter entre seus condecorados com a maior honraria da cidade dois homens formalmente acusados de tramar o maior crime da história do nosso país. Isso é um desrespeito, não só com toda a população do Rio de Janeiro, mas com a democracia”, argumenta a vereadora.

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O requerimento de revogação das medalhas aos irmãos Brazão retornará ao plenário na próxima terça-feira (21/05), para uma quarta tentativa de votação. A vereadora pedirá votação nominal e declarou que nenhuma outra homenagem será considerada até que os vereadores mostrem suas posições no painel de votação.

“Não descansarei nem recuarei na luta por justiça para Marielle e Anderson. Este é apenas o primeiro passo para começarmos a reconfigurar a política do Rio de Janeiro, mostrando quem é quem e, quem sabe, livrando nossa cidade dessa política enraizada nas relações com as milícias”, declara Monica.

Os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão, junto com o delegado Rivaldo Barbosa, foram presos em março sob suspeita de serem os mandantes do atentado contra Marielle Franco e Anderson Gomes em março de 2018. A operação, denominada Murder, Inc., foi conduzida pela PGR, MPRJ e PF, com autorização do ministro Alexandre de Moraes do STF. Os nomes dos presos constam da delação de Ronnie Lessa, executor do crime. Domingos Brazão, ex-deputado e conselheiro do TCE-RJ, e Chiquinho Brazão, deputado federal, são figuras influentes na política do Rio.

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3 COMENTÁRIOS

  1. A cidade com tantos problemas e essa gente preocupada com vingança barata!
    Isso vai ressucitar alguém?
    Se não vai ressucitar ninguém então essa turma deveria fazer algo pela cidade pela qual foram eleitos e recebem regiamente para tanto!
    O resto é babaquice de gente desocupada!

  2. O abaixo assinado seve sempre com um instrumento de pressão popular, não tem força jurídica. Porém serviria para mostrar o descontentamento da população com essas condecorações sem cabimento.

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