Morre o músico João Donato, aos 88 anos

O multi-instrumentista morreu nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro, em decorrência de uma série de problemas de saúde

Foto: Clever Barbosa/Divulgação

Morreu na madrugada desta segunda-feira (17/07), no Rio de Janeiro, o músico João Donato. O multi-instrumentista morreu em decorrência de uma série de problemas de saúde. Recentemente, ele teve uma infecção nos pulmões.

Com mais de 70 anos de carreira como músico, ele tinha uma carreira marcada pela criatividade e pelas misturas de vários gêneros musicais, já que era pianista, acordeonista, arranjador, cantor e compositor.

João Donato de Oliveira Neto nasceu em 1934 em Rio Branco, no Acre. Na infância, costumava brincar de música com flautinhas de bambu e panelas. Depois, recebeu de presente um acordeom de oito baixos e, mais tarde, um instrumento maior. Em 1945, mudou-se para o Rio de Janeiro com a família. Na cidade, começou a tocar em festas do colégio onde estudava. Em uma delas, conheceu o grupo Namorados da Lua e fez amizade com Lúcio Alves, Nanai e Chicão. Quatro anos depois, já atuava em jam-sessions realizadas na casa de Dick Farney e no Sinatra-Farney Fan Club, do qual era membro.

Sua carreira profissional teve início em 1949, quando atuou como integrante do grupo Altamiro Carrilho e Seu Regional. Dois anos depois, começou a estudar piano. Em 1953, formou seu próprio grupo, Donato e Seu Conjunto e fez parte do grupo Os Namorados. No ano seguinte, formou o Trio Donato.

Em 1956, mudou-se para São Paulo, onde atuou como pianista do conjunto Os Copacabanas e na Orquestra de Luís Cesar e gravou o primeiro LP: “Chá dançante”, produzido por Tom Jobim.

Em 1958, voltou para o Rio de Janeiro e passou a dedicar-se ao piano. Depois, em 1959, viajou para o México com Nanai e Elizeth Cardoso. Em seguida, transferiu-se para os Estados Unidos, onde residiu durante três anos. Nesse país, atuou com Carl Tjader, Johnny Martinez, Tito Puente e Mongo Santa Maria. Donato também excursionou com João Gilberto pela Europa. Em 1962, voltou para o Brasil, casado com a atriz norte-americana Patricia del Sasser. Em 1963, retornou aos Estados Unidos, onde viveu por mais dez anos.

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