Motoboys do RJ ficaram 25 dias afastados do trabalho em 2023 por conta de acidentes

Pesquisa mostra que, entre os motivos de afastamento, estão lesões de diversos níveis de gravidade e que necessitavam do tempo de repouso para que fosse integralmente recuperada

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Motoboys rodam na Praça XV, no centro histórico do Rio de Janeiro | Foto: Rafa Pereira - Diário do Rio

Motoboys do estado do Rio de Janeiro ficaram, em média, 25 dias afastados de suas atividades profissionais em 2023 por conta de acidentes durante sua atuação. O estudo, feito pela A IZA Seguros, seguradora focada em profissionais autônomos, analisou o comportamento de mais de 500 mil entregadores durante os onze primeiros meses deste ano em todo território brasileiro e que prestam o serviço de delivery como parceiro de plataformas digitais ou diretamente para empresas como restaurantes.

Entre os períodos de afastamento dos profissionais fluminense é menor que a média nacional, que é de 41 dias. Entre as principais faixas de tempo de afastamento estão 10 dias (33%), 30 dias (22%); e 5, 15 e 95 dias com 11%, respectivamente. Entre os motivos de afastamento estão lesões de diversos níveis de gravidade e que necessitavam do tempo de repouso para que fosse integralmente recuperada.

Segundo Gabriel de Ségur, CEO da IZA, este tempo de afastamento se torna ainda mais relevante, quando conectado que estes profissionais não possuem outra fonte de renda e que – na maioria das vezes – são o principal mantenedor de seus lares.

Quando se trabalha por conta própria, ficar um dia afastado da sua atividade é uma oportunidade a menos de rendimentos e isso impacta de forma relevante na saúde financeira e planejamento, agora, quando analisamos que o tempo médio ultrapassa 40 dias e que os acidentes tem se tornado cada vez mais comuns, a busca por acolher essa camada importante da economia deve se tornar prioridade”, detalha.

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Faturamento abaixo de dois salários mínimos e segurança financeira como objetivo

O estudo também mapeou o faturamento médio mensal destes entregadores que ficou abaixo de dois salários mínimos com um valor de R$2020, um pouco acima da média nacional de R$1.997. Quando detalhado esses ganhos foi possível observar que a representatividade torna esse cenário ainda mais alarmante, onde 33% deles receberam perto de R$1500. O ranking de representatividade segue com R$3.000 (38%), R$1.000 (25%), R$2.000 (13%) e R$1.500 (13%).

Com essa alta importância dentro do núcleo familiar e a baixa segurança sobre a própria saúde e rendimentos, empresas e profissionais têm buscado empresas parceiras que protejam contra estes acidentes e assegurem uma renda compatível, levando em conta o período de afastamento.

A IZA tem sido procurada por empresas de diversos segmentos e profissionais autônomos de diversas áreas, pois eles tem buscando uma mescla de inovação e tecnologia com o cuidado humano, permitindo que o futuro e o dia de amanhã destes entregadores possuam maior previsibilidade, mesmo que um acidente aconteça, resguardando os seus ganhos e permitindo que ele tenha o cuidado necessário para retornar com saúde.”, reforça o líder da insurtech.

Região Sudeste concentra mais de 70% dos motoboys no Brasil

Nos últimos anos, o número de entregadores tem crescido no Brasil e os grandes centros têm se destacado com a alta concentração deles. Segundo o estudo da IZA, a região sudeste possui sete a cada dez destes entregadores, onde São Paulo é líder isolado com 47% de representatividade, seguido por Rio de Janeiro (14%) e Minas Gerais (9,%). Fechado os cinco principais estados com motoboys estão Santa Catarina (5%) e Paraná (4%).

Para Gabriel, o aumento dos entregadores é um sintoma claro do aumento dos grandes centros urbanos e dos elevados indicadores de trânsito.

“As grandes cidades não conseguiriam operar sem estes profissionais, tarefas essenciais ficariam travadas se eles não estivessem ali, por isso, cuidar e zelar pela segurança deles deve ser uma operação prioritária e multidisciplinar do público com o privado”, finaliza.

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