Motorista denuncia uso de caminhão-cegonha para reboque e diz que pagou ISS a Barra do Piraí

Posto do Detran-RJ em Vargem Grande, na Zona Oeste da capital, realiza serviços, mas a arrecadação vai para o município no Médio Paraíba

Foto: Portal Vale do Café

Parece Vargem Grande, está no GPS como Vargem Grande, mas na hora da arrecadação de Imposto Sobre Serviços (ISS) é Barra do Piraí, município no Médio Paraíba que nem faz fronteira com a cidade do Rio. É assim que funciona o posto do Detran-RJ em Vargem Grande, na Zona Oeste. Barra do Piraí fica a 119 km de distância do Rio, onde o serviço foi efetuado.

Enquanto contribuintes estranham a empresa que administra o pátio legal do bairro gerar renda para outro município, a Secretaria Municipal de Fazenda do Rio alega, em nota, que segue a legislação que rege o ISS, onde diz que existem serviços em que o domicílio tributário pode ser deslocado para o local da prestação do serviço e outros que são pagos na cidade onde está localizada a sede da empresa.

Um motorista que não quis se identificar considera que estranhou a forma como eles rebocam os carros. Segundo o condutor, ao ser rebocado, o automóvel não é lacrado e pedem a chave ao proprietário, pois, em vez de guicho, o veículo é levado em um caminhão-cegonha e precisa ser manobrado. “O período que estive na blitz vi carros caindo aos pedaços passando direto. Não rebocam e nem param carro velho para não lotar o depósito de carros que os donos não vão buscar. Se o objetivo for arrecadar, isso vale, agora se for tornar o trânsito mais seguro?”, questiona.

Procurado pelo DIÁRIO DO RIO, o Detran-RJ diz que não tem a ver com a questão e que seria com o Detro, que foi acionado através da assessoria do Governo do Estado do RJ, mas não se pronunciou sobre a questão até o fechamento desta matéria.

FONTEDetran
Formada em Comunicação Social desde 2004, com bacharelado em jornalismo, tem extensão de Jornalismo e Políticas Públicas pela UFRJ. É apaixonada por política e economia, coleciona experiências que vão desde jornais populares às editorias de mercado. Além de gastar sola de sapato também com muita carioquice.
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