Museu de Ciências da Terra abre exposição com acervo raro de meteoritos no Rio

Serão expostos 20 fragmentos vindos de diversas partes do mundo; mostra ficará aberta ao público até o mês de agosto

Foto: Divulgação

O Museu de Ciências da Terra (MCTer) do Serviço Geológico do Brasil (SGB), na Urca, Zona Sul do Rio, lançará nesta quarta-feira, (29/03), uma exposição para apresentar um raro acervo de meteoritos de diversas partes do mundo. A mostra “Meteoritos: Fragmentos da História do Sistema Solar”, ficará aberta ao público até o mês de agosto, incluindo ainda a realização de atividades lúdicas e educativas sobre o tema para interagir com os visitantes.

Segundo a organização, é a primeira vez que o acervo de meteoritos do MCTer será apresentado ao público em exposição no Rio de Janeiro. Antes, os fragmentos foram apresentados em Belo Horizonte nesta mesma exposição no Museu das Minas e do Metal (MM Gerdau), entre outubro do ano passado e janeiro deste ano, fruto do projeto de itinerância do Museu do SGB que leva parte do seu acervo para outras regiões do país com o objetivo de democratizar o acesso e preservar a memória e o patrimônio das geociências.

Serão expostos 20 fragmentos vindos de um acervo de 60 meteoritos catalogados no MCTer e um do MM Gerdau, o Bocaiúva. Um dos destaques da exposição é o meteorito Crateús, que pesa 27,5 quilos e é um dos maiores do acervo. O fragmento foi encontrado em 1909 na cidade de Crateús, no Ceará, e adquirido pelo SGB em 1914. Também fará parte da mostra as 14 peças fragmentadas do meteorito Sete Lagoas, localizadas em Minas Gerais, em 1908.

Foto: Divulgação

Os visitantes também poderão conhecer o maior meteorito de ferro encontrado em solo brasileiro: o siderito Bendegó, que pesa mais de cinco toneladas e foi encontrado no sertão da Bahia, no ano de 1784. A coleção dos meteoritos tem origem no Brasil e em outros seis países: Argentina, Chile, Estados Unidos, México, Letônia e Ucrânia.

O acervo do MCTer é considerado de grande importância histórica por reunir exemplares importantes de coleta e pesquisa geológica no século XX, resultado do empenho de geólogos brasileiros, e também por abrigar amostras de toda parte do mundo.

1907

Criado em 1907, o Museu de Ciências da Terra do Serviço Geológico do Brasil, que é uma empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia. O Palácio da Geologia, como é conhecido, abriga o mais importante acervo do patrimônio geológico e paleontológico do país. Seu acervo contempla amostras de minerais, rochas e meteoritos, bem como exemplares de fósseis de plantas e animais.

Serviço
Exposição – Meteoritos: Fragmentos da História do Sistema Solar — a Coleção do Museu de Ciências da Terra

Local: Museu de Ciências da Terra, Avenida Pasteur 404, Urca, Rio de Janeiro
Duração: de 29 de março a 28 de agosto de 2023
Horário: de quarta a sábado, das 10h às 16h
Entrada gratuita

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1 COMENTÁRIO

  1. Olá! Gostaria de alertar para um pequeno erro da matéria. Tentei entrar em contato por email ou whatsapp, mas não consegui, por isso vim nos comentários.

    Onde está escrito:
    “(…) o siderito Bendegó, que pesa mais de cinco quilos (…)”

    Na verdade o Bendegó pesa mais de cinco toneladas (ou cinco mil quilos).

    Abraços!

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