Museu do Ingá, em Niterói, recebe exposição que apresenta a história do retrato no Brasil antes da era das ‘selfies’

Exposição ''Arte do Retrato - Variações de Olhar'' é gratuita e exibirá fotos de personalidades como Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil e Maria Bethânia

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Foto de Caetano Veloso na exposição ''Arte do Retrato - Variações de Olhar''

Deste sábado (04/02) até o dia 30/07, o Museu do Ingá, em Niterói, comandado pela Fundação de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj), recebe a exposição ”Arte do Retrato – Variações de Olhar”, que apresenta um panorama diversificado da história do retrato no Brasil antes das selfies, reunindo pinturas, gravuras e fotografias dos séculos XIX e XX.

O acervo em exibição, que abrange coleções dos museus e espaços culturais vinculados à Funarj, destaca as transformações de olhar de Dom João VI a Gal Costa, passando pela imagem de pessoas ligadas à política, das letras e das artes do Brasil.

A exposição mostra igualmente como muitos artistas conhecidos se dedicaram ao retrato, como Antonio Parreiras e Lucílio de Albuquerque, da geração de pintores brasileiros dos séculos XIX e XX, ou Alair Gomes e Evandro Teixeira, nomes da fotografia brasileira contemporânea.

Historicamente, o retrato se define pela afirmação do indivíduo como tema da cultura visual. Foi entre os séculos XV e XVI que se constituiu como construção artística no universo da pintura ocidental. Ao se caracterizar pela busca dos traços pessoais do retratado, a arte do retrato participou do processo histórico de reconhecimento da subjetividade e das transformações sociais do mundo.

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No Brasil, o retrato se consagrou como gênero artístico no início do século XIX com a vinda da corte portuguesa. A solenidade em torno do assunto se fortaleceu no tempo do Império e ganhou uma nova roupagem oficial no contexto republicano.

No século XX, de um lado, o retrato como arte buscou revelar o que havia de pessoal em cada retratado; de outro, procurou colocar em foco o que não era para ser visto, inclusive os que não eram retratados.

Foi pela fotografia que o gênero se renovou e ultrapassou as fronteiras entre classes sociais, promovendo a circularidade cultural no século XX. Em tempos recentes, a fotografia digital forneceu a moldura da era dos selfies, fazendo com que o retrato ganhasse difusão massiva e presença constante no cotidiano.

”Ainda que se possa considerar o retrato como expressão antiga e consagrada, a história do gênero artístico evidencia a pluralidade de suas formas e significados, renovados pelas transformações históricas em torno do papel do indivíduo na sociedade. A pluralidade dos modos de ver que se inscreve nas variações da arte do retrato é o motivo principal dessa exposição, caracterizando a multiplicidade de olhares construídos a partir de distintas práticas artísticas de épocas e contextos históricos diferentes, favorecendo a aproximação entre pintura e fotografia. Numa época em que a produção de retratos está acessível a quase toda a gente, espera-se que a reflexão sobre esse gênero artístico inspire variações contemporâneas”, diz um dos curadores, Paulo Knauss, professor do departamento de História da Universidade Federal Fluminense (UFF).

De acordo com Douglas Fasolato, coordenador de museus da Funarj e responsável pelo programa curatorial da instituição, ”é uma oportunidade de apresentar a potencialidade dos acervos formados pelo Governo do RJ, que, para esta exposição, selecionou obras de diferentes técnicas e suportes produzidas entre os séculos XIX e XX”.

SERVIÇO

Arte do Retrato – Variações de Olhar

  • Curadoria: Ana Maria Mauad e Paulo Knauss
  • Visitação: 04 de fevereiro a 30 de julho de 2023
  • Funcionamento: Quarta a domingo, das 12h às 17h
  • Local: Museu do Ingá
  • Endereço: Rua Presidente Pedreira, 78 – Ingá – Niterói/RJ
  • Entrada: Gartuita

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