Inaugurado em agosto de 2019, era, desde o início, um projeto online, o Museu Virtual Rio Memórias (www.riomemorias.com.br), está crescendo a cada dia. A diretora e curadora Livia de Sá Baião vai comemorar os dois anos da instituição digital com novidades. Em junho e julho, o Museu ampliará o seu acervo virtual, estreará em podcast e chegará ao cinema. Tudo isso disponível na palma da mão, seja no celular, tablet ou, ainda, no computador, e de forma gratuita.

As três galerias – ‘Rio, Cidade Febril’ (já disponível), ‘Rio, Cidade em Transformação’ e ‘Rio Cinético’ – serão inauguradas em lives, no www.youtube.com/riomemorias. E o podcast Rio Memórias estreará nas plataformas em 16 de julho, com 6 episódios sobre a galeria ‘Rio de Conflitos’. Na véspera, dia 15, haverá uma live de lançamento também no YouTube do Museu.

Já a Mostra de Cinema Rio Desaparecido será realizada em parceria com a Cinemateca do MAM Rio, um evento paralelo ao UIA 2021 – 27º Congresso Mundial de Arquitetos. Três documentários serão exibidos, um deles inédito, e haverá debates com historiadores, arquitetos e cineastas sobre as transformações urbanas ocorridas no Rio de Janeiro. Os filmes estarão disponíveis entre os dias 15 e 20 de julho no Vimeo e os debates serão realizados nos dias 19, 20 e 21 do mesmo mês, com transmissão simultânea no www.youtube.com/mamrio e no www.youtube/riomemorias.

Três novas galerias no museu virtual
Inspirada na obra do historiador Sidney Chalhoub, a galeria ‘Rio, Cidade Febril’ já está online, trazendo a memória das epidemias que se espalharam pelas ruas cariocas, como febre amarela e varíola no século XIX, a temida epidemia de HIV nos anos 1980 e a atual pandemia da covid 19, incluindo episódios como a Revolta da Vacina, a consolidação da Fundação Oswaldo Cruz e a gripe espanhola de 1918. Como a cidade reagiu – sanitária, cultural e socialmente -, aos diferentes surtos epidêmicos ao longo da história?

Na galeria ‘Rio, Cidade em Transformação’, a ideia é revelar o desenvolvimento urbano da metrópole desde os primórdios até os dias que correm, realçando os modos de construir e viver na cidade. E a galeria ‘Rio Cinético’, criada a muitas mãos com a Cinemateca do MAM Rio, vai abrigar curtas-metragens produzidos especialmente para o Rio Memórias, com imagens pouco vistas da cidade do início do século XX.

Lives de abertura das novas galerias:
Dia 1º de julho, às 18h :: “Rio, Cidade em Transformação”, com João Masao, Antonio Edmilson Martins e Otávio Leonídio
Dia 8 de julho, às 18h :: “Rio Cinético”, com Andrea França, Hernani Heffner, Patrícia Machado e Eduardo Morettin

Conflitos em pauta na estreia do podcast
Desde o início, a divulgação do conteúdo em diferentes formatos e veículos norteiam as nossas ações. Com o objetivo de ampliar o alcance para o maior número possível de pessoas, as informações são disponibilizadas em texto e vídeo no site, em redes sociais e em atividades presenciais. Agora elas também estarão disponíveis em áudio, no formato de podcasts”, conta Lívia de Sá Baião.

Cada episódio é o resultado de uma rica pesquisa de texto e áudio que inclui entrevistas com pesquisadores e uma reconstrução sonora minuciosa da época. De Heloisa Starling a Lira Neto, especialistas nos guiam por momentos em que o Rio de Janeiro passou por conflitos dos mais variados. Vamos ouvir alguns descendentes diretos de personagens históricos, como João Cândido e Oswaldo Cruz a partir de 16 de julho, em todas as plataformas de streaming.

A apresentação é de Gabriela Montoni, professora de História que também produz os vídeos do Museu Virtual Rio Memórias nas redes sociais. Além da extensa pesquisa elaborada por Danilo Marques, do Projeto República (UFMG), a equipe do podcast conta, ainda, com Rodrigo Alves (coordenação e roteiro), Thales Ramos (supervisão de roteiro), Jamille Bullé (produção), Clara Costa (edição e sonorização) e Gabriel Falcão (trilha sonora original).

Filmes e debates em casa
A Mostra de Cinema Rio Desaparecido foi idealizada com o intuito de promover uma volta ao passado para se pensar no futuro da cidade. Ela será um capítulo a mais na programação do UIA 2021, a ser realizada entre os dias 15 e 25 de julho na plataforma Vimeo, com a projeção de três filmes e mesas de debates reunindo historiadores, arquitetos e cineastas de renome, nos dias 19, 20 e 21 de julho.

A ideia é que as imagens em movimento de um passado que ainda não era ruína possam dialogar com o tempo presente, evidenciando as transformações urbanas ocorridas até aqui e como queremos caminhar para o futuro”, conta Livia. A Cinemateca do MAM Rio vai disponibilizar os filmes “Crônica da demolição” e “O desmonte do monte” e a Cinemateca Belga trará o inédito “Nossos Soberanos no Brasil”.

Programe-se para os debates, em torno dos filmes:

Dia 19 de julho, às 18h | ‘Nossos Soberanos no Brasil’ – Filme que retrata a visita da família real belga ao Brasil, entre 19 de setembro e 15 de outubro de 1920, mostrando imagens inéditas do Brasil e do Rio. O filme – realizado em 1920 pela S.C.A.B. – Service Cinématographique de l’Armée Belge – é um documento histórico e praticamente desconhecido do público brasileiro. Nele se pode ver as grandes cidades brasileiras da época (Rio de Janeiro, Petrópolis, Santos, São Paulo e Belo Horizonte), com direito a planos aéreos de grandes paradas, desfiles, exercícios militares.

Mediador: Hernani Heffner (Cinemateca do MAM)
Historiadores: Heloisa Starling (UFMG) e Frederico Coelho (PUC Rio)
Arquiteto: Luiz Fernando Janot

Dia 20 de julho, às 18h | ‘Crônica da demolição’ – Ao investigar a controversa demolição do Palácio Monroe, o antigo prédio do Senado Federal no Rio de Janeiro, decretada pelo presidente Ernesto Geisel no período militar, o documentário revela os jogos de poder que determinam os destinos de nossas cidades até hoje.

Mediadora: Livia Baião (Rio Memórias)
Historiador: Antônio Edmilson Martins (PUC Rio e UERJ)
Arquiteto: Nireu Cavalcanti
Cineasta: Eduardo Ades

Dia 21 de julho, às 18h | ‘O desmonte do monte’ – aborda a história do Morro do Castelo, seu desmonte e arrasamento. O filme é um mergulho em algumas das características específicas do processo de urbanização carioca, como o embelezamento à francesa, a expulsão dos pobres das zonas valorizadas da cidade e a corrupção das elites dirigentes. “O desmonte do monte” fala também como as noções de patrimônio histórico e justiça social passaram ao largo das principais preocupações dos reformadores da cidade.

Mediador: José Quental (Cinemateca MAM)
Arquiteta: Evelyn Furquim (UNIRIO)
Cineasta: Sinai Sganzerla

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui