Mutirão retira milhares de restos de cigarros da Praia do Leme

Ação, intitulada de ''Revolução das Bitucas'', aconteceu na manhã deste domingo (03/09) e contou com mais de 100 pessoas

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''Revolução das Bitucas'' na Praia do Leme - Foto: Luis Alvarenga

Na manhã deste domingo (03/09), mais de 100 pessoas participaram de um mutirão de limpeza na Praia do Leme, Zona Sul do Rio de Janeiro.

Intitulada de ”Revolução das Bitucas”, a ação, iniciativa do ambientalista e ex-secretário municipal de Meio Ambiente Bernardo Egas, retirou milhares de guimbas de cigarros da areia em pouco mais de uma hora, além de garrafas plásticas, latas e lacres de alumínio, tampas de garrafas, canudos, copos descartáveis, garrafas de vidro e sacolas plásticas.

”Iniciei o projeto há um mês, encarando um desafio diário de coleta de bitucas da orla do Rio. Consegui retirar, sozinho, cerca de 20 mil guimbas das areias. Neste domingo, estamos expandindo esse movimento de combate ao lixo no nosso litoral e oceano. As bitucas são o símbolo de um problema muito maior, de produtos tóxicos que poluem o meio ambiente, prejudicando seres humanos e animais”, justifica Egas.

O mutirão de limpeza – com apoio das ONGs Route, que trabalha pelo engajamento da população, e Mude, que promove atividades físicas ao ar livre – estimula ações para neutralizar impactos do consumo junto à natureza. Durante a manhã, os voluntários que compareceram ao Leme participaram também de aula de yoga, atividades recreativas, especialmente voltadas para crianças, e até exposição de arte feita com diversos tipos de resíduos.

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A preocupação dos amantes da natureza não é para menos. Um estudo inédito, realizado em 2020 pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), revelou que os banhistas que frequentam as praias no país dividem espaço, em média, a cada trecho de 8km, com mais de 200 mil bitucas de cigarro; 15 mil lacres, tampas e anéis de lata; 150 mil fragmentos de plásticos diversos; 7 mil palitos de sorvete e churrasco; e 19 mil hastes plásticas de pirulitos e cotonetes.

”É uma ação que espero encontrar eco nos mais jovens, para que eles possam pensar mais no meio ambiente. Por isso trouxe meu filho, Miguel, de 7 anos, para que cada vez mais as novas gerações estejam engajadas nesses tipos de projetos”, afirmou o advogado Lauro Rabha, de 34 anos.

O engenheiro Sérgio Vastella, de 51 anos, a esposa, Jollana, de 44, e o filho, Lucas, de 12, também retiraram guimbas de cigarros juntos nesta manhã.

”É como limpar o quintal da nossa casa”, comparou Sérgio. ”Se cada um fizer a sua parte, as coisas acontecem”, complementou Jollana.

As ambientalistas Adriana Cassas e Andrea Cassas apresentaram o mascote do projeto, Tite, um dálmata de 8 anos de idade.

”Além de trabalharmos pela proteção animal, também estamos começando a produzir pranchas de surfe a partir das guimbas retiradas das praias. Já temos um projeto piloto pronto”, adiantou Andrea, destacando que a dupla também produz totens com cinzeiros para a orla. Seis já foram instalados na Zona Sul.

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