Imagem meramente ilustrativa - Foto: Reprodução

Seja por meio de jogos eletrônicos, quadrinhos, literatura fantástica, mangás, animes, música, filmes ou jogos de tabuleiro, a chamada ”Cultura Geek” é fonte infinita de manifestações artísticas. Economicamente em ascensão a nível mundial, o setor recebe, em Niterói, município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, atenção especial da Secretaria Municipal das Culturas, através de iniciativas que estimulam a produção tecnológica, apostando na geração de emprego e de renda dessa forte vertente da economia criativa.

Na chamada pública de Audiovisual da referida pasara, foram selecionados 3 projetos de inovação, para desenvolvimento de jogos eletrônicos. Um deles é o Adventure Llama – jogo de plataforma, com mecânica de quebra-cabeça -, premiado em 2018 pelo Google como um dos melhores jogos de celular na categoria ”casuais”. Em contrapartida, a empresa desenvolvedora realizará distribuições gratuitas do jogo em ações de Niterói.

”O mercado de games está em uma constante crescente”, diz Pedro Savino, fundador e produtor da Orube Game Studio, desenvolvedora do Adventure Llama, antes de complementar: ”A iniciativa pública de estimular a produção no setor é fundamental para que possamos adquirir conhecimento e entrar nesse circuito, no mercado, ganhando mais experiência para competir com empresas do mundo inteiro. Com isso, vem a geração de emprego, o aumento do aprendizado técnico e o desenvolvimento de bons produtos comerciais.”

Jogador apaixonado de RPG, o secretário das Culturas de Niterói, Leonardo Giordano, destaca a importância de fomentar as ações: ”Niterói tem uma forte Cultura Geek. Já sediou diversos eventos importantes, tem um público grande e que precisa ser incluído nas políticas culturais da cidade. Precisamos conhecer e reconhecer as mais variadas formas de cultura urbana.”

Para Giordano, além da valorização cultural, a inserção geek nas políticas públicas também é fundamental para a economia. ”Quando se fala em jogos, existe toda uma rede por trás dos sistemas. São programadores, designers, roteiristas, dubladores, que trabalham nesse setor e vendem um produto de alto consumo hoje em dia”, diz.

Leonardo Giordano, secretário municipal das Culturas de Niterói – Foto: Divulgação

Em 2019, uma pesquisa realizada pela Rakuten Digital Commerce mostrou que o público da chamada economia geek gasta até 40% a mais do que a média nacional. Niterói é a terceira cidade mais geek do país, segundo um levantamento feito pela Amazon no mesmo ano. O estudo ranqueia as 10 cidades brasileiras que mais consumiram produtos geeks nos anos de 2018 e 2019, com base na análise de dados de vendas de cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes.

O secretário das Culturas reforçou, ainda, que novas ações estão sendo pensadas para o setor, incluindo encontros, feiras e eventos. ”Em um cenário melhor, no que diz respeito à pandemia, estamos projetando tornar Niterói um grande polo difusor da Cultura Geek. A cidade tem potencial, público, e tudo isso aquece a economia, gera emprego e renda, além de fortalecer a cultura”, concluiu.

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