Niterói é a primeira cidade a receber a Caravana ‘Mais Mulheres na Política’

Organizada pela Secretaria Nacional das Mulheres do Partido Comunista do Brasil, a caravana tem o objetivo de estimular a participação de mulheres na política

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Com o objetivo de fortalecer a representatividade feminina na política e estimular a participação em espaços de decisão, a “Caravana Mulheres pelo Brasil – Por um país com equidade e mais mulheres na política” dará início à sua jornada em Niterói. A cidade será a primeira de seis – em quatro estados -, que serão visitadas em uma iniciativa inédita. Organizada pela Secretaria Nacional das Mulheres do Partido Comunista do Brasil, o encontro acontecerá na próxima quinta-feira (23), a partir das 13h, na Universidade Federal Fluminense (UFF) e na Praça da Cantareira.

Ao longo do dia, diversas ações estão programadas, incluindo oficinas, debates, rodas de conversas e atividades culturais, com a presença de convidadas, entre elas: as comunistas da Cidade Sorriso, Natália Cindra, presidenta municipal do Partido Comunista do Brasil (PCdoB); Walkíria Nictheroy, ativista de Direitos Humanos, professora antirracista e vereadora suplente; e Jô Moraes, ex-deputada Federal PCdoB MG, integrante do Comitê Central PCdoB e do Fórum Nacional Permanente sobre a Emancipação das Mulheres-FNPEM. Além disso, o evento contará com atrações especiais para encerrar o encontro, com DJ Kora, Samba Dandara e Jade Zimbra.

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Para Daniele Costa, secretária nacional de Mulheres do PCdoB, o momento atual representa uma oportunidade crucial de reconstrução do Brasil pela ótica da representação feminina:

“Após um ciclo de anos trágicos para a vida e a democracia, o tempo agora é de reconstruir o Brasil, principalmente sob a perspectiva da participação e protagonismo das mulheres em espaços de poder e decisão, tanto no Executivo, no Legislativo, quanto em outras instâncias a exemplo do Judiciário e do movimento social”, destaca.

Walkíria Nictheroy também reforça a necessidade urgente da mobilização feminina para ocupar os espaços de decisão:

“Nós, mulheres, somos as protagonistas em várias esferas da sociedade. Lutamos dentro das nossas casas, nos destacamos no mercado de trabalho, na carreira acadêmica e também na política. Mas, especialmente neste cenário político, ainda somos minoria e pouco reconhecidas. Por isso, precisamos estar cada vez mais inseridas em espaços de decisão. E isso só pode ser feito por meio de muita mobilização e conscientização”, afirma.

Segundo a ativista, “Neste contexto, a caravana das mulheres se faz muito necessária em Niterói. Trata-se de uma cidade que tem sua maioria formada por mulheres (54,19%), diante de 45,81% de homens. Mas tais números não se traduzem na representatividade política da cidade. Na Câmara de Vereadores, por exemplo, das 24 cadeiras, apenas uma é ocupada por uma mulher. E a Caravana surge como uma resposta para ocupar tal espaço político”.

As atividades promovem a multiplicação de conhecimentos e estratégias para potencializar o protagonismo social e a equidade. Com a participação de especialistas em gênero, professoras, artistas, militantes, parlamentares, trabalhadoras e estudantes, as mulheres poderão desenvolver uma plataforma de políticas públicas destinadas a promover cidades democráticas, inclusivas e sustentáveis, em antecipação às eleições de 2024. As próximas cidades percorridas serão: Rio de Janeiro, Petrópolis (RJ), Belo Horizonte (MG), Recife (PE) e Salvador (BA).

PROGRAMAÇÃO DA CARAVANA DE NITERÓI:

13h às 15h – Oficina de Instagram: Primeiros passos para construir suas Redes
Oficineira: Luiza Arruda
Local: UFF Gragoatá

15h às 17h – Oficina com Centro de Teatro do Oprimido (CTO)
Ementa: A oficina apresenta princípios básicos da teoria do Teatro do Oprimido e a experimentação prática do método, através de jogos e exercícios do arsenal e da Estética do Oprimido e criação de um embrião artístico. É indicado para quem quer conhecer o Teatro do Oprimido e discutir conceitos de opressão.
Local: UFF Gragoatá

17h às 18h – Roda de conversa
Tema: Virando a Mesa do Poder: Eleger mulheres progressistas para a construção de cidades mais humanas
Mediadora: Bia Lopes
Convidadas: Walkíria Nictheroy, Jô Moraes e Natália Cindra
Local: UFF Gragoatá

18h às 22h30 – Atividade cultural
Convidadas(os): DJ Kora, samba Dandara e Jade Zimbra
Local: Praça da Cantareira

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1 COMENTÁRIO

  1. Meu Deus, que ladainha chata para um KCT. O estado do Rio de Janeiro tem uma tonelada de problemas. Há o domínio de quase todo o território pelo crime organizado, infraestrutura precária, problemas gravíssimos na saúde e na educação, um governador prestes a ser cassado, um sistema de transporte que é um desastre completo, uma ignorância atroz, que faz com que a produção cultural seja de baixíssimo nível.

    O que então, uma papagaiada dessas caravanas farão para efetivamente resolver nossos problemas agora e a longo prazo? Nada! Mulher na política não significa nada, além de mais engano embuste. Dilma foi presidente do Brasil e não é lembrada pela excelente gestão ou competência (né mesmo para se comunicar, algo que deveria ser natural para uma mulher). Mulheres podem ser tão corruptas e sujas quanto homens no poder, basta terem a oportunidade.

    Assim sendo, o foco e a energia deveria ser pressionar absurdamente quem já está no poder para fazer o que devem fazer. Mas parece que nós somos uma nação de gente bizarra, que gasta horas falando de um cavalo sobre im telhado e um cachorro que morreu no porão do avião, ao invés de nos concentrarmos no que DE FATO amenizaria ou resolveria os nossos problemas de forma efetiva.

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