No Dia Nacional de Combate ao Fumo, procura por tratamento contra o vício aumenta no Rio de Janeiro

Mais de 1,7 mil novos pacientes se inscreveram no Programa de Tabagismo da SMS nos primeiros quatro meses de 2023

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Foto: Edu Kapps (SMS-Rio)

Em comemoração ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, a Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), destaca um crescimento significativo na busca por tratamentos que auxiliem na superação do vício do tabaco e reforça a importância de programas que oferecem esse suporte e orientação. A data, ceçebrada nesta terça-feira (29/08), também alerta sobre os malefícios do fumo.

Só nos quatro meses deste ano, mais de 1,7 mil novos pacientes se cadastraram no Programa de Tabagismo da SMS. E o aumento no número de novos cadastros reflete a disposição das pessoas em buscar assistência profissional para enfrentar esse desafio de saúde.

O comerciante Jorge Martins começou a fumar aos 13 anos. E de lá para cá, foram quatro décadas de dependência da nicotina, até que, aos 55 anos, ele resolveu dar um basta e procurou ajuda na Clínica da Família Maria do Socorro Silva e Souza, na Rocinha, ingressando no Programa de Tabagismo, oferecido pela SMS nas unidades de Atenção Primária. Já aos 60 anos e livre do vício, Jorge Martins diz que sua vida mudou.

Os dados do Ministério da Saúde indicam que a experimentação do tabaco entre os adolescentes brasileiros ocorre em torno dos 16 anos, tanto para meninos quanto para meninas. Segundo Ana Helena Rissin, da equipe do Programa de Tabagismo da SMS, a ampliação no consumo de nicotina nesta faixa etária deve-se à influência dos novos produtos ofertados pela indústria do tabaco e suas respectivas tecnologias.

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Os Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), como cigarro eletrônico, vape, pen drive e tabaco aquecido, são diferentes nomes para uma nova forma de entregar nicotina e diversas substâncias tóxicas que elevam os níveis de dependência e exposição a doenças através de seus sabores, cheiros e cores” afirma Ana Rissin.

E além da maioria apresentar um teor de nicotina superior ao do cigarro tradicional, os DEFs impactam a percepção dos usuários sobre os riscos à sua própria saúde, uma vez que, em inúmeros casos, estes não se consideram fumantes. Adição de ingredientes como açúcares e conservantes atuam na melhoria do paladar e aroma destes itens, potencializando o vício e intensificando o desempenho da nicotina no organismo.

Um dos integrantes da equipe do Programa de Tabagismo da SMS da Clínica da Família Maria do Socorro Silva e Souza, o cirurgião dentista, Saul Bernardo, explica como funciona o acompanhamento. “O tratamento é baseado no modelo do Instituto Nacional do Câncer (INCA), com atendimentos individuais e coletivos. Temos grupos de abordagem cognitiva comportamental, com encontros semanais no primeiro mês de tratamento e, posteriormente, quinzenais. Até o usuário completar um ano sendo assistido pela nossa equipe, fazemos reavaliações mensais, de acordo com o método de reabilitação indicado para ele” afirmou.

O ex-fumante Jorge Martins afirma que o programa é eficiente e que para ele o acolhimento e o incentivo dos profissionais foram fundamentais em sua mudança de vida. “Posso dizer que tudo mudou. Minha alimentação está ótima. Hoje, sou capaz de sentir o sabor da comida e minha casa não fede mais a cigarro. Também posso falar que abandonar a nicotina me trouxe um avanço financeiro, eu economizei bastante” comentou.

A taxa de adesão ao tratamento é menor por parte dos jovens. De acordo com a coordenação do programa, entre os mais de 1,7 mil novos fumantes que buscaram auxílio nas Clínicas da Família e Centros Municipais de Saúde, nos primeiros quatro meses do ano, apenas 111 tinham entre 18 e 29 anos. Por outro lado, aqueles que dão continuidade ao protocolo de recuperação obtêm sucesso. Na Clínica da Família Maria do Socorro, a porcentagem de pacientes que abandonam o cigarro é de 70% por grupo.

Existem medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde, como adesivo de nicotina, goma de mascar de nicotina e bupropiona, que servem para reduzir o desconforto inicial que pode surgir ao deixar de fumar, mas nem todo fumante precisa de medicamento para se acostumar a viver sem a nicotina. É ao longo do tratamento que se percebe quais as necessidades de cada fumante no seu processo de parada, ao repensar hábitos e sentimentos associados ao cigarro, como apoio de diversas estratégias que confortam e ajudam nesse percurso” explica Ana Rissin.

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