No Rio, imóveis mais antigos são 8% mais caros que os mais novos

Segundo a pesquisa da Loft, os valores estão relacionados à História do Rio, que foi capital nacional e registrou uma explosão demográfica ainda no Império

Bairro do Leblon, na Zona Sul do Rio /Reprodução: Internet

Um levantamento realizado pela startup de compra e venda de imóveis, Loft, registrou um fato inusitado no mercado imobiliário carioca: os imóveis mais antigos são mais valorizados que os mais novos.

Ao realizar uma análise comparativa entre os mercados do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre, a sondagem verificou que, na capital fluminense, as unidades residenciais construídas há mais de dez anos são 8% mais caras que as construídas há menos de 5 anos.

Para fazer o levantamento, a Loft tomou como base a média dos preços do m² nas cidades analisadas. Em São Paulo, os imóveis mais novos contam com preço anunciado 37% mais caro. Na cidade de Porto Alegre, a valorização dos novos lançamentos chega a 81%. Em Belo Horizonte, a diferença é de 28%.

A peculiaridade carioca está relacionada à história da cidade, que foi capital do Brasil. Além disso, o Rio de Janeiro registrou uma explosão demográfica no período precedente à Proclamação da República, fato que levou a uma ampliação da estrutura urbana da cidade.  

O gerente de comunicação de dados da Loft, Fábio Takahashi, destacou que, no Rio, os primeiros bairros a serem verticalizados, como Leblon, Ipanema e Copacabana, são os mais valorizados.  

“Em geral, imóveis mais novos são mais valorizados, pois possuem manutenção menor, estrutura mais moderna e condomínio mais baixo. Mas no Rio há uma singularidade: os bairros mais valorizados, como Leblon, Ipanema e Copacabana, foram alguns dos primeiros a se verticalizar e possuem prédios mais antigos”, explicou Fábio Takahashi, gerente de comunicação de dados da Loft.

As informações são jornal O Globo.

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