O Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, registrou a chegada de mais de 473 mil visitantes estrangeiros nos dois primeiros meses do ano. O dado é da RIOgaleão, responsável pela administração do local, e afirma que é o maior volume da história para estes meses desde 1977. A informação foi divulgada pelo portal de notícias “g1”.
De acordo com as informações da RIOgaleão, foram 223.613 visitantes em janeiro e 249.713 pessoas em fevereiro, somando 473.326 turistas. Os dados não incluem totalmente as chegadas para o carnaval, que aconteceu em março.
Outro levantamento com informações de entrada da Polícia Federal e divulgado pelo poder estadual indica que, no total, 500 mil visitantes estiveram no Rio desde o começo do ano.
Além dos dados obtidos pelos órgãos federais de entrada, a Prefeitura do Rio de Janeiro também trabalha com outro sistema, que utiliza geolocalização de telefones celulares, para obter dados mais precisos sobre a permanência dos turistas estrangeiros.
Se dependesse apenas da escolha pessoal dos passageiros, e da tal suposta “autorregulação de mercado”, até os aeroportos internacionais teriam de ser erguidos nas regiões centrais das cidades…
Cabe sim às autoridades públicas regulamentarem o uso dos aeroportos, que são infraestruturas públicas e de interesse público! Os quais devem funcionar sempre a serviço da cidade, do estado e do país!!!
Aos aeroportos centrais das grandes cidades (via de regra antigos e com espaço limitado) cabem apenas rotas especificas de carater regional e de curtas distâncias (como pontes aéreas e rotas regionais).
Enquanto que as rotas nacionais em geral devem sim utilizar os grandes aeroportos fora do Centro, aonde existem as condições logisticas para se operar devidamente e se fazer inúmeras conexões nacionais e internacionais.
Felizmente o Galeão está recuperando o seu justo e merecido protagonismo!!!
Que nunca mais repita a estupidez passada de se liberar o SDU ao “sabor do mercado”.
E diziam que era um absurdo o Estado entrar para regulamentar onuso do Santos Dumont e Galeão, e que tinham que deixar o mercado se “autorregular” sob o argumento falacioso de que com o Estado se intrometendo as companhias aéreas iriam se afastar e os passageiros não iriam querer vir ao Rio por conta da insegurança da linha vermelha.
Além de ser uma mentira a história de mercado se autorregular, ainda embute na discussão uma profunda aporofobia.
Eu acho que o governo fez certo ao limitar os voos em SDU. Nada justificava a situação anterior em que um aeroporto pequeno como SDU e com sérias limitações operacionais estava superlotado enquanto outro aeroporto, grande como é o Galeão, sem limitações operacionais, estava às moscas. Mas não nos esqueçamos que o que levou a essa situação foi a inequívoca preferência seja por parte das cias. aéreas, seja por parte dos passageiros, por SDU, extremamente, bem localizado, com acesso rápido e seguro, contrastando com a localização de GIG, cujo acesso não é nem rápido nem seguro, seja por causa dos congestionamentos, seja por causa da violência das vias de acesso. Eu, particularmente, ainda acho que os passageiros continuam preferindo SDU, mas são forçados a embarcar e desembarcar em GIG por causa do decreto que limita SDU. Só o tempo pode dizer se essa limitação a SDU vai permanecer na prática ou não. O que falta a GIG é um transporte de grande capacidade rápido e seguro que conecte o aeroporto ao resto da cidade.