Novo Plano Diretor propõe o fortalecimento dos Centros dos bairros da Zona Oeste

Campo Grande, Santíssimo, Inhoaíba e Cosmos são as regiões que devem ser favorecidos pelo projeto

Foto: Divulgação / SMPU

Na última segunda-feira, (29/08), a Comissão Especial do Plano Diretor, da Câmara de Vereadores, realizou, em Campo Grande, a 11ª reunião do ciclo de audiências territoriais de discussão do Plano Diretor do Rio (Projeto de Lei Complementar nº 44/2021). Foi o primeiro encontro na Zona Oeste do Rio. O debate teve foco na Área de Planejamento 5.2, que abrange ainda outros quatro bairros: Campo Grande, Santíssimo, Inhoaíba e Cosmos.

De acordo com a Prefeitura, Campo Grande é o único subcentro metropolitano da região e o segundo maior da cidade, ficando atrás apenas do Centro do Rio. Segundo Felipe Manhães, Gerente de Planejamento Local da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano, o novo Plano Diretor propõe medidas para o fortalecimento dos centros dos bairros da Zona Oeste.

“A região de Campo Grande está, predominantemente, na macrozona de Estruturação Urbana. O objetivo dela é recuperar o tecido urbano degradado, melhorar a conexão com as centralidades municipais, promover áreas de habitação de interesse social e aperfeiçoar a integração dos modais, como o BRT”, afirmou Felipe.

Para a mobilidade urbana, uma das propostas citadas por Felipe é o Anel Viário de Campo Grande, que permitirá a interligação entre a Estrada da Posse, a Estrada da Caroba e a Avenida Cesário de Melo, facilitando o acesso ao centro de Campo Grande e dividindo o fluxo com a Estrada Rio do A e o Viaduto Prefeito Alim Pedro. “A intenção desse anel é evitar esse nó que acontece na área central. Então, a proposta é que com a melhoria dos fluxos, você desafogue aquela região e facilite o acesso das áreas e diminua o tempo de deslocamento”, explicou.

A audiência pública foi presidida pela vereadora Tainá de Paula, vice-presidente da Comissão Especial do Plano Diretor, e contou com a participação presencial e por videoconferência de outros vereadores. O subprefeito da Zona Oeste, Diogo Borba, e moradores e representantes da Sociedade Civil Organizada que atuam na região também participaram da reunião.

Moradores

Durante o evento, moradores exibiram cartazes que pediam por transporte público noturno, pela facilitação da aquisição de alimentos orgânicos e por áreas de lazer com Wi-Fi nos sub-bairros.

Foto: Divulgação / SMPU

Maria Montesano, representante da Rede Carioca de Agricultura Urbana, chamou atenção para a questão do desenvolvimento rural na cidade. “Nossa principal preocupação é a produção de alimentos. O caso da agricultura no Rio de Janeiro é muito específico, é uma agricultura dentro da cidade. Está na Serra da Misericórdia, no Complexo do Alemão, na Providência. Precisamos fazer com que esse alimento limpo chegue para todos”, declarou.

Sobre o Plano Diretor

O Plano Diretor é o projeto de lei que norteia o desenvolvimento urbanístico da cidade, para garantir o seu funcionamento e o bem-estar dos moradores. “Esse Plano Diretor trará a nossa visão, enquanto bairro de Campo Grande, para os próximos 10 anos. Qual o bairro que nós queremos? Que na próxima revisão possamos olhar para trás e ver que fizemos um bom trabalho”, explicou o vereador Rocal.

Antônio Corrêa, assessor da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano, agradeceu pela contribuição dos participantes e explicou que a prioridade de crescimento do novo Plano Diretor é o Centro e os bairros da Leopoldina. “Ali é nossa prioridade porque tem infraestrutura já implantada. Campo Grande é uma centralidade e não pode parar no tempo. Tem que ser uma mola propulsora para a Região Metropolitana”, afirmou o assessor.

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