Novos modelos do BRT chegam ao Rio

A nova frota será destinada às linhas que operam na Zona Oeste do Rio, uma região apontada como problemática pelos cariocas em relação ao sistema integrado

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Foto: João Antunes/Ônibus & Transporte

A Mobi-Rio, empresa responsável pelo sistema de BRT no município, deu um mais um passo em direção à melhoria do transporte público ao adquirir novas unidades zero quilômetro para sua frota. Os novos ônibus, denominados Caio Millennium V, chegam para ampliar e aprimorar o sistema de transporte na cidade, após a expansão da TransBrasil, que agora conecta Deodoro à Região Central.

O diferencial desses novos veículos, ao contrário dos BRTs convencionais que circulam pelo Rio, é que esse novo modelo não é articulado, ou seja, não possui a tradicional sanfona que liga dois carros. Será a primeira vez que ônibus dessa configuração serão incorporados à frota do município.

As inovações não param por aí. Os Caio Millennium V contam com quatro portas de embarque, sendo duas de cada lado. De um lado, as portas estão no nível do solo, facilitando o acesso de passageiros em áreas sem estações. Do outro lado, as portas estão no nível das estações, garantindo um embarque mais rápido e eficiente nos pontos estratégicos.

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Foto: João Antunes/Ônibus & Transporte

Além disso, os novos veículos estão equipados com ar-condicionado, assoalho revestido com plástico antiderrapante para maior segurança dos passageiros, itinerário iluminado para facilitar a identificação das linhas, câmeras de monitoramento, lixeiras, tomadas USB para carregamento de dispositivos eletrônicos e iluminação interna em LED.

Essa nova frota será destinada às linhas que operam na Zona Oeste do Rio, uma região frequentemente apontada como problemática pelos cariocas em relação ao transporte.

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7 COMENTÁRIOS

  1. Esperamos que a situação dos transportes coletivos dos BRTs seja resolvido de uma vez por todas. Nós, os cariocas, estamos cansados de soluções que não dão em nada.

  2. A informação de que esses são os primeiros veículos não articulados no BRT do Rio está incorreta. Já existem veículos desse tipo, conhecido com Padron, circulando nas linhas 14 e 17 do Transoeste. Outra informação importante é que as portas do lado do motorista são para embarque nas estações e as do lado contrário só são utilizadas em caso de problemas que não permitam continuar a viagem, BRT’s não possuem roletas no interior do veículo e o motorista fica dentro de uma cabine impossibilitando a cobrança de passagem.

  3. O BHLS é um passo à frente em relação ao BRT tradicional, caracterizando-se como um sistema inteligente de interligação entre diferentes espaços de mobilidade. Pelas características da Zona Oeste, com sua realidade diferente e grande fluxo de pessoas, imagino que estes ônibus servirão como linhas integradoras, e não apenas alimentadoras, pois que poderão trafegar pelas calhas exclusivas dos articulados e nas vias comuns, como acontece com o BHLS de Niterói. Assim o passageiro pode percorrer trechos mais longos sem necessidade de translado entre veículos, já que pode tomar o coletivo em qualquer lugar onde a calha exclusiva não chega, e desembarcar depois numa estação mais central exclusivo dos articulados.

  4. Niterói optou por esse tipo de ônibus quando construiu seu sistema de corredores de ônibus, interligando o centro à região oceânica da cidade. O sistema funciona também como o do BRT: com os ônibus circulando em calhas segregadas e o embarque sendo feito pelas estações ao longo da linha. Conforme exokucado pela prefeitura daqui, esse sistema é diferente do BRT por alguns detalhes: os coletivos circulam tanto em pistas segregadas como nas ruas compartilhadas com os demais veículos, com uma faixa seletiva permitida apenas a ônibus (tanto do sistema quanto os comuns); os coletivos são exatamente como esses que o BRT carioca adotou agora, com duas portas de cada lado em níveis diferentes: de um lado para parar nas estações, e do outro para embarque e desembarque nos pontos comuns. Justamente esse sistema que permite tanto circular nas vias da cidade quanto nos corredores exclusivos é que o diferencia do BRT, e daí ser chamado de BHLS (Bus with High Level of Service), ou ônibus com alto nível de serviço, em português. Sendo um sistema misto de pista exclusiva com pista seletiva em trechos diferentes (depois que deixa o centro da cidade ele entra nas calhas exclusivas), ele têm ônibus mais longos que os comuns, mas não pode ter articulados por questão de mobilidade em vias não exclusivas da cidade.

  5. “Será a primeira vez que ônibus dessa configuração serão incorporados à frota do município”
    O autor dessa matéria deveria andaram um pouco de BRT no Rio! Ele iria perceber que ônibus nessa configuração já rodam no sistema a bastante tempo, fazendo a linha 42 Galeão X Manaceia.

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