O Diário do Rio renasceu há 17 anos, e recebe 2024 cheio de projetos e realizações

Consolidado como o maior veículo independente sobre o Rio de Janeiro, audiência e credibilidade estão em alta e estamos prontos para discutir e planejar o Rio de Janeiro em 2024

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O DIÁRIO DO RIO ressurgiu exatamente às 5h6min do dia primeiro de janeiro de 2007, 17 anos atrás. Era uma resposta à uma imprensa e um zeitgeist que insistiam que os jogos PAN Americanos de 2007 seriam um fracasso que obviamente não foram. Pouca coisa mudou de lá para cá.

Em uma das edições dos Bastidores do Rio, Coluna que publico todos os dias úteis, comentei sobre o problema de que antigamente falávamos: alguns jornais bastava torcer para tirar sangue (e lágrimas) -e hoje isso parece a se aplicar a todos quando falam do Rio de Janeiro. O DIÁRIO vai sempre na contramão, mesmo que signifique perder alguma audiência, porque não gostamos de falar de crimes cotidianos e nem de repetir a mesma ladainha diária. Em especial mencionar crimes insignificantes, que em qualquer lugar do mundo seriam relegados às últimas e mais irrelevantes páginas.

Quando o DIÁRIO DO RIO volta a ser de fato um jornal em 2018, o investidor Cláudio André de Castro insistiu que não perdêssemos jamais esta identidade. Certamente é por isso que nestes cinco anos nos consolidamos como o principal veículo sobre o Rio de Janeiro, sem falsa modéstia. Em audiência, inclusive. E orgulhosamente também temos a audiência dos colegas de outros veículos, que pautam suas redações grandes e pequenas nas nossas ideias e leitura do que passa pela cabeça do carioca. Sem contar nossa presença frequente nas telas de LED e monitores de elevadores em toda a cidade, informando você sobre uma nova peça de teatro, o tempo, sobre a falta d’água ou sobre o trânsito no feriadão.

Apenas em nossas páginas se encontra diariamente comentários sobre política municipal e estadual, economia, mercado imobiliário, eventos, cotidiano e até religião. Os chamados ‘grandes’ jornais esqueceram do Rio, e os pequenos perdem tempo no provincianismo, no puxassaquismo e na vã idéia de que alguém folheará suas páginas em busca de notícias sobre a guerra na Ucrânia, a última namorada do Neymar ou o último ministro que caiu em Brasîlia. Vivemos numa cidade cujo outrora principal jornal sobre ela tem o slogan “um jornal nacional”. Na verdade, nossos leitores querem é saber o que ocorre no seu quintal, o que vão fazer no final de semana, a quantas anda aquele projeto cultural interessante, quem poderá ser o próximo prefeito ou governador ou qual a o teor da próxima plaquinha que os vereadores vão mandar colocar em todas as lojas.

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DSC 4155 O Diário do Rio renasceu há 17 anos, e recebe 2024 cheio de projetos e realizações
Igreja histórica no Centro do Rio de Janeiro – Foto Daniel Martins

Talvez esta seja a razão por que o DDR tenha apostado – com sucesso – mais e mais em iniciativas em prol do Rio de Janeiro. Apoiamos projetos e idéias que reavivam o orgulho de ser carioca, que valorizam nossa história e que trazem otimismo. Uma das ações das quais mais nos orgulhamos em 2023 foi a restauração a toda sua glória da Igreja de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores, que serviu de força motriz para aquela parte do Centro do Rio. Não foi só algo pela Mãe de Deus, mas também por nossa cidade. Este projeto foi apoiado também pelo DIÁRIO, como gesto de responsabilidade social e cultural.

Em 2024 o DIÁRIO DO RIO finalmente vai para sua sede no Arco do Teles, reavivando e consolidando a real face de um jornal impresso que completaria neste ano 203 anos se continuasse sendo publicado ininterruptamente. Um jornal que nasceu em 1821 como o mais acessível de toda a cidade, podendo ser comprado pelo preço de uma pequena porção de manteiga, e cuja idéia seguimos até hoje, com notícias sempre acessíveis gratuitamente por qualquer um, sem cobrança de nenhum tipo de assinatura ou contribuição. Da mesma forma, somos tribuna de cariocas de todas as linhas políticas, da extrema esquerda à extrema direita, respeitando sempre que ambas negam ser “extremas”; nossos colunistas são de todas as matizes. Nossa vinda para o edifício com 15 metros de frente para o histórico do Arco do Teles, pintado nas cores do jornal, em uma região que é conjunto tombado nacional significa que teremos muito mais história pra contar sobre esta cidade que sim, consideramos maravilhosa. E estaremos mais presentes ainda no seu quotidiano.

Não por acaso, o andar térreo da edificação – onde funcionou o Bar Arco do Telles, conhecido por durante décadas ter servido o melhor mocotó do Rio – será um espaço cultural dedicado à discussão e estudo da cidade do Rio de Janeiro – a pólis carioca, berço da civilização Brasileira. Ali, sob os auspícios de duas obras originais e restauradas de Nilton Bravo, o Michelângelo dos Botequins, teremos uma exposição fixa, e outras que ocorrerão durante o ano todo, artes plásticas, músicas, palestras, cursos e estudos. Mais uma entrega da direção do DIÁRIO DO RIO à nossa cidade, a poucos metros da Irmandade dos Mercadores, mais antiga organização de empreendedores do país (1743), cuja bandeira também vai flamular na fachada do Jornal.

E quem visitar o imóvel também poderá ver um Aquário de vidro espesso, lá no alto, que será nosso estúdio para entrevistas, podcasts e outras iniciativas áudio visuais que planejamos para este ano. O Rio precisa de mais iniciativas que façam o carioca pensar sua cidade, e o DIÁRIO vai se encarregar disso também. E quando as dificuldades forem aparecendo no caminho, são poucos passos até o altar da Nossa Senhora da Lapa: como diz o poeta, a fé não costuma falhar.

Hoje a festa do Diário do Rio é sua também; o DDR é o jornal que quem ama o Rio lê, mas queremos ser o jornal que… quem é do Rio lê. Todos.

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5 COMENTÁRIOS

  1. Parabéns ao Diário do Rio. Diferentemente do companheiro Frederico que escreveu aqui, com todo respeito, eu não desejo que o Diário do Rio se torne um conglomerado de mídia nacionalmente forte, mas sim localmente forte. Que possamos discutir os nossos problemas e até buscar soluções, mesmo que elas pareçam absurdas. Minha primeira investida com cidadão é boicotar os jornais locais da Globo. Não é mais possível assisti-los. Bom dia Rio, RJTV1 e RJTV2 estão parecendo o Cidade Alerta da Record ou o Brasil Urgente da Bandeirantes. Eu não aguento mais. Sabemos que temos violência e mazelas, mas não podemos ficar o tempo todo só falando disso. Quero discutir outros assuntos. Eu não entendo porque a Estação da Leopoldina não pode voltar a funcionar atendendo os moradores de Bonsucesso, Ramos, Olaria, Penha, Brás de Pina e outros. O Prefeito já falou que a intenção futura é transformar esses BRT’s em modal ferroviário, então porque não começar pela Leopoldina, já que ele está em negociação com o Governo Federal. Se a Estação da Leopoldina fosse reativada quantos ônibus seriam retirados do centro e a qualidade de transporte que os moradores desses bairros teriam. Ali bem pertinho está sendo construído o Terminal Gentileza trazendo por VLT esses passageiros para embarcar no melhor sistema de transporte de massa que é o ferroviário. Vamos pensar nisso. Espero que o senhor Prefeito mude de ideia, porque já temos muitos centros culturais.

  2. Eu juro que eu não sabia que existia Diário do Rio antes, mas aí fica uma dúvida, existe como comprovar que é o MESMO Diário do Rio, ou apenas um novo jornal com o mesmo nome de outro antigo?

    Vou fazer uma comparação, aqui no bairro de Quintino existiu um rancho carnavalesco chamado Decididos de Quintino que foi famosíssimo, o maior campeão de ranchos da história. Só que ele parou de desfilar em 1993 e na época os integrantes já eram em sua maioria velhos. A simbologia se perdeu, as pessoas quase todas ja morreram, não houve a passagem do bastão.

    Eu posso hoje em dia criar uma agremiação carnavalesca, abrir um novo CNPJ e chamar de “Decididos de Quintino”, trazendo toda a simbologia do rancho anterior. Será o Decididos voltando, ou será uma nova agremiação apenas trazendo o nome da anterior? Me parece óbvio que seria neste exemplo apenas uma nova agremiação fazendo uma homenagem, e não a volta da velha entidade.

    Da mesma forma que por mais que a Estácio de Sá diga que ela é a velha Deixa Falar, nós sabemos que isso não é verdade.

    Não está claro, no caso do Diário do Rio, se houve algum tipo de continuidade organizacional, ou se apenas outras pessoas vieram e pegaram um nome que estava disponível devido à extinção do jornal antigo.

  3. Parabéns Diário do Rio. Torço para que em breve o Diário se torne um conglomerado de mídia forte nacionalmente e que em um futuro breve se torne um canal de tv com alcance nacional. O Rio precisa e merece isso

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