Festival do Rio encara Kobra na Porta ao Lado, confira as dicas

Festival do Rio e A Porta ao Lado
'A Porta ao Lado' é um dos destaques do Festival do Rio (divulgação)

Esquentando os dias cariocas, o Festival do Rio 2022 teve Kobra nesta quarta-feira (12/10). Sim, um filme sobre o grafiteiro, que saiu de pichador nas ruas de São Paulo até pintar grandes murais em mais de 30 países. Kobra – Auto Retrato, de Lina Chamie, está na Première Brasil Competitiva: Longas Documentários, e faz o artista sair da caixa e falar sobre sua vida. Ele se mantém tranquilo e calmo a maior parte do tempo, coloca sua arte como pacificadora, mas não resiste e se emociona em dois momentos: quando fala do filho Pedrinho, e de seu pai. Um belo doc nacional.

Por falar em arte e documentário, ainda vi Elton Medeiros – O Sol Nascerá, um filme lírico, musical, poético e aconchegante, onde um velho sambista revisita sua vida e suas histórias. Vale a pena mergulhar nas declarações sábias e apaixonadas de Elton ao som de lindas pérolas da música brasileira. Quando toca “Recato”, e os versos começam “Quando você me encontrou / Trouxe a mão do carinho / Para me seduzir / Um sabor de alegria”, é difícil não se emocionar com aquela alma de poeta sob as rugas esplendorosas daquele senhor.

Ah, e teve A Porta ao Lado, filme de Júlia Resende que tem o poder de incomodar. Ao ver, lembrei de Closer – Perto Demais. Júlia dirige com firmeza sutil um longa que debate as relações de dois casais que viram vizinhos. Um deles, monogâmico, conservador, e, o outro, um relacionamento aberto. Por fim, um conjunto de frustrações envolve a todos e vemos que os seres humanos são muito mais complexos do que aparentam, e a perfeição não existe. O elenco conta com Leticia Colin, Bárbara Paz, Dan Ferreira e Túlio Starling. Ainda não há data de estreia nos cinemas.

Ainda por cima, vi a estreia de O País da Pornochanchada, com coprodução de Cavi Borges e a Cavídeo, onde Adolfo Lachtermacher, filho de um diretor de filmes brasileiros dos anos 1960 e 1970 reconta a história desse gênero nacional apresentando um olhar sobre o cinema e o Brasil dos últimos 50 anos. Sandra Barsotti, musa do estilo, esteve presente na exibição, cheia de simpatia. Rever suas cenas antigas e, posteriormente, a entrevista que dá ao filme, traz memórias para aqueles que viveram esse tempo ou viram depois no Canal Brasil (meu caso). O filme passou na sessão Midnight Movies, que antigamente, num Rio mais tranquilo, fazia jus ao nome. Agora começa por volta das 21h.

Por fim, para essa quinta-feira, dia 13, tem o longa-metragem mineiro Canção ao Longe, na mostra competitiva “Novos Rumos Longa-metragem”, o filme será exibido às 20h45, no Estação Net Gávea, numa sessão para convidados. Sexta, dia 14, haverá outra sessão, aberta ao público, seguida de debate com a diretora e equipe, no Estação Net Rio, às 19h. O longa, distribuído pela Vitrine, tem estreia nas salas de cinema prevista para o próximo ano e conta sobre a busca de Jimena (Mônica Maria) por sua identidade e por seu lugar no mundo levantando questões sobre classe, família, tradição, raça e gênero.

Confira as dicas do Festival do Rio 2022 para essa quinta-feira (13/10):

Kobra

Quinta, 13/10 – 10:30 – Cine Odeon – CCLSR

Elton Medeiros – O Sol Nascerá

Quinta, 13/10 – 18:45 Kinoplex São Luiz 1

O País da Pornochanchada

Quinta, 13/10 – 14:00 Estação NET Botafogo 1

Canção ao Longe

Quinta, 13/10 – 20:45 (para convidados) – Estação NET Gávea 1 e Estação NET Gávea 3
Sexta, 14/10 – 19:00 – Estação NET Rio 5

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