A última terça-feira (22/12) começou agitada com a notícia da prisão do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos). Entretanto, Crivella não foi o único político preso em 2020. Vale destacar que atualmente o prefeito e o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), estão afastados de seus cargos devido a suspeitas de corrupção.

O DIÁRIO DO RIO listou os políticos que foram presos neste ano. Confira:

Marcelo Crivella

Preso nesta terça-feira (22/21), o prefeito do Rio é apontado como “vértice” da organização criminosa que ficou conhecida como “QG da propina“, conforme denúncia do Ministério Público. A ação foi uma continuação da Operação Hades, que investigava o “QG da Propina” na Prefeitura do Rio.

Paulo Melo

Sérgio Cabral e Paulo Melo

O ex-deputado estadual e ex-presidente da Alerj, Paulo Melo, foi preso pela Lava Jato em maio deste ano. Ele, o empresário Mário Peixoto e outras três pessoas foram presos na  Operação Favorito porque surgiram indícios de que o grupo do empresário estava interessado em negócios em hospitais de campanha.

Carlos Frederico Verçosa Duboc

Carlos Frederico Verçosa Duboc Foto: Reprodução TV Globo/VEJA.com

Carlos Frederico Verçosa Duboc, superintendente de Orçamento e Finanças da Secretaria Estadual de Saúde, foi preso em junho deste ano,  pela Operação Mercadores do Caos, que investigava suposta fraude na compra de respiradores pelo estado para o combate à Covid-19.

Gabriell Neves

Gabriell Neves | Foto: Reprodução

Em maio de 2020, por determinação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), a Polícia Civil prendeu o ex-subsecretário estadual de Saúde, Gabriell Neves, e mais 3 pessoas, todos suspeitos de terem cometido fraude na compra em caráter emergencial de respiradores para tratamento de casos de Coronavírus no RJ

Edmar Santos

Edmar Santos, ex-secretário de Saúde do RJ – Foto: Eliane Carvalho/Governo do Estado

O ex-secretário de Saúde, Edmar Santos, foi preso em julho deste ano, investigado por suspeitas de irregularidades nos contratos de Saúde do Rio durante a pandemia do Coronavírus. O ex-secretário também é investigado por suspeitas de fraudes, inclusive já apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), em alguns contratos firmados sem licitação, entre eles, o de compra de respiradores, oxímetros e medicamentos e o de contratação de leitos privados.

Pastor Everaldo Pereira

Pastor Everaldo | Foto: Reprodução/TV Globo

O Pastor Everaldo Pereira, presidente nacional do Partido Social Cristão (PSC), foi preso em agosto devido à delação premiada de Edmar Santos, ex-secretário de Saúde. Na delação, Edmar afirmou que o pastor era influente nas tomadas de decisão no Palácio Guanabara, sendo o ”comandante” da saúde no estado. 

Pedro Fernandes

Pedro Fernandes (Foto: Reprodução)

O ex-secretário de educação do Rio de Janeiro, Pedro Fernandes, foi preso em setembro de 2020, investigado pela operação Catarata, que investigava supostos desvios em contratos de assistência social, relacionados a mau feitos na gestão do ex-governador Luiz Fernando Pezão (MDB).

Lucas Tristão

O ex-secretário Lucas Tristão (à esquerda) e o governador Wilson Witzel Divulgação/VEJA.com

Lucas Tristão, foi alvo da Operação Tris in Idem e foi preso. Tristão foi aluno do governador afastado Wilson Witzel e assumiu, na gestão dele, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais. Tristão acabou exonerado após desgaste com a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e pela ligação com Mário Peixoto, de quem foi advogado, e foi denunciado por corrupção pela Procuradoria Geral da Republica (PGR). Tristão foi citado na delação do ex-secretário de saúde, Edmar Santos como tendo envolvimento no direcionamento de pagamentos de restos a pagar da saúde.

Além destes, diversos outros nomes da política, como a deputada Flordelis (PSD) e o próprio Wilson Witzel, são acusados e investigados, mas não chegaram a ser presos.

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