ONG Henry Borel é inaugurada no Recreio dos Bandeirantes

A associação, sem fins lucrativos, visa dar apoio às crianças e adolescentes vítimas de violência no RJ; a ONG irá oferecer orientação psicológica e jurídica, além de atividades socioeducativas

Foto: Divulgação

Na manhã desta quarta-feira, (19/10), o engenheiro Leniel Borel de Almeida inaugura a Associação Henry Borel, uma organização não-governamental (ONG) de apoio às crianças e adolescentes vítimas de violência no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A ONG irá oferecer orientação psicológica e jurídica, além de atividades socioeducativas aos mais novos.

O espaço leva o nome de seu filho, morto na madrugada de 8 de março do ano passado. Sua ex-mulher e mãe de Henry, Monique Medeiros da Costa e Silva, e o ex-namorado dela, o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, são réus por torturas e homicídio contra o menino, em um processo criminal que tramita no II Tribunal do Júri.

O pai de Henry afirma estar transformando o luto pelo filho em luta por justiça.

“Já são 1 ano e 7 meses clamando por justiça pelo Henry, período em que contei com apoio de muitas pessoas de bem que também clamam por justiça. Tenho transformado o luto em luta pelo meu filho e milhares de crianças do Brasil. Conseguimos juntos a aprovação da Lei Henry Borel e agora vamos para mais uma grande etapa para proteção das crianças: uma organização não-governamental para apoio às crianças e adolescentes vítimas de violência. A Associação Henry Borel visa oferecer o apoio em prol da garantia dos diretos de menores em situação de vulnerabilidade social, por meio de orientação jurídica, psicológica e atividades socioeducativas, promovendo cidadania, não violência e autonomia”, explicou Leniel Borel.

O projeto já conta com cerca de 12 voluntários, entre psicólogos, advogados, psicopedagogos e assistentes sociais e com o apoio de empresas privadas.

De acordo com Borel, o objetivo da associação é ajudar menores de 14 anos vítimas de qualquer tipo de violência, seja ela física, sexual ou psíquica, e oferecer a eles apoio em todas as áreas. “O nosso foco principal é evitar o pior, que é a morte. Seria muito pretencioso da minha parte achar que uma criança vai pegar um ônibus, chegar aqui no Shopping Bandeirantes e dizer ‘estou sendo maltratada’. Então, tanto mãe, quanto pai, tio, avó que necessitar vai ter como referência a associação”, assegurou o engenheiro.

Paula Mary, especialista no combate ao abuso sexual de jovens há 20 anos e delegada da Polícia Federal, será diretora de Assistência Social da ONG.

“Prestaremos auxílio a qualquer vítima infanto-juvenil para prevenir e enfrentar a violência doméstica e familiar. Precisamos superar a ideia romantizada de que famílias são locais de proteção absoluta. Muito embora a Constituição determine que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar os direitos das crianças, além de colocá-las a salvo de todas as formas de negligência, crueldade e opressão, constatamos que esse é apenas um mandamento que ainda não foi implementado e precisamos agir para ser diferente”, Conclui Mary.

À princípio, toda ajuda é voluntária. Todo o desenvolvimento do projeto foi, segundo o pai de Henry, custeado por ele. Apesar disso, os planos são expandir e transformar a Associação Henry Borel em uma referência no país.

“Esperamos que as pessoas entendam e vejam a necessidade do que a gente está fazendo para as crianças do Brasil. Que venham mais pessoas e mais recursos para que possamos e consigamos ajudar mais e mais”, torceu.

Serviço:

Para colaborar com o projeto, basta acessar as redes sociais da ONG.

Local: Shopping Bandeirantes, Avenida Salvador Allende, número 6.700.

Para mais informações sobre a ONG, ligue: 21 97381-2766 ou acesse: www.henryborel.com.br.

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