transito rio de janeiroQuem dirige no trânsito carioca sabe como a tríade “Ônibus, Vans e Táxis” conseguem ser muitas vezes pior do que aquele cunhado chato que só dirige no fim de semana. E são exatamente estas pessoas, a tríades não seu cunhado, que mais passam tempo nas ruas e os quais deveriam ter o melhor treinamento mas é certo que não é isso o que acontece na maioria das vezes.

 

Em Londres, por exemplo, um motorista de táxi passa por uma complicada prova para que possa dirigir pelas ruas da cidade. E aqui? Aparentemente basta ter um alvará da Prefeitura e alguns documentos para se afiliar a uma cooperativa de taxi. Nada realmente que o capacite a atender bem e dirigir em uma metrópole como o Rio, dia destes o taxista não sabia como chegar na Cinelândia e olha que eu estava na Praça Mauá.

Já os motoristas de ônibus, em teoria, até passam por algum treinamento. Mas o que parece é que assim que saem da garagem já esquecem como dirigir de forma civilizada, aí são ônibus fechando três vias, afinal, eles cortam pela 3a faixa e tem de voltar para a 1a onde está o ponto. Talvez eles precisem também de um acompanhamento psicológico, fácil de entender, ficar ao lado de um motor barulhento e dirigindo por horas não é nenhum oásis.

 

Quanto aos motoristas de vans e kombis, os quais muitas vezes me faz pensar se os cavalheiros do apocalipse virão em “lotadas” ao invés de cavalos. Tem o fator de serem muitos pontos controlados por milícias e, obviamente, não vão dar nenhum treinamento para seus motoristas. Na verdade ser motorista de verdade não precisa de muita coisa, se bombear nem de carteira de motorista, basta saber fugir de blitz.

 

O problema dos motoristas destes transportes tem que ser prioridade para o Rio nos próximos 4/5 anos, pensando exatamente nos Jogos Olímpicos de 2016 quando além de vitrine o Rio será vidraça. Nem todos os turistas usarão o “concierge” do hotel, na verdade, a maioria não vai. E lá vão eles pegar vans, táxis e ônibus para os locais dos jogos. Sem esquecer os cariocas que tem que aguentar além do péssimo serviço, o desastre que muitas vezes eles causam no nosso trânsito.

 

A solução não é das mais difíceis, especialmente comparada com tantos desafios que temos até 2016. É necessário um trabalho por parte da Prefeitura e do Governo do Estado (com Detran, Detro e PMs) de maior fiscalização sobre as ilegalidades cometidas, além de um esforço conjunto para dar treinamento a estes motoristas.

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