Operadora de telefonia arrebenta calçadão de pedras portuguesas em Copacabana

A falta de cuidado durante a execução do serviço levanta questões pertinentes sobre a responsabilidade das empresas ao intervir em áreas históricas e obras de arte que fazem parte do cotidiano do carioca, sem contar o risco de acidentes

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Foto: Acervo Pessoal

No contexto da prestação de serviços da Vivo Fibra na emblemática Rua Bulhões de Carvalho, nº 473, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, surge um incidente preocupante. Um serviço realizado entre 15 de novembro e 10 de dezembro de 2023 resultou em danos ao calçamento revestido de pedra portuguesa situado em frente à Padaria Princesa de Copacabana. Se fazer o buraco é necessário, tapá-lo com o mesmo acabamento também é preciso.

Este calçamento não apenas desempenha uma função prática na paisagem urbana, mas também possui uma significativa carga histórica que remonta a várias décadas. A falta de cuidado durante a execução do serviço levanta questões pertinentes sobre a responsabilidade das empresas ao intervir em áreas de grande sensibilidade. A verdade é que todas as concessionárias precisam, em algum momento desfazer o calçamento, mas parece que nenhuma delas tem capacidade de repor com a mesma qualidade.

A ausência de uma reposição adequada do calçamento, de acordo com o projeto original, não é um incidente isolado ecausa apreensão entre residentes e visitantes que testemunham a deterioração desse importante patrimônio histórico. Uma outra empresa de telefonia, a Claro, recentemente destruiu – e remendou de qualquer jeito – o calçamento de pedras na Rua da Assembléia, no Centro do Rio. Isso quando não é a Águas do Rio a atuar na destruição das calçadas, quando precisa cortar a água de alguém.

Este cenário não apenas coloca em questão a execução inadequada do serviço, mas também levanta dúvidas sobre as medidas corretas que a empresa deve implementar para reparar os danos causados em ambientes de valor cultural inestimável, sem contar os graves acidentes que isto pode causar num bairro dominado por idosos.

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Parece que colocaram as pedras de qualquer jeito, em cima de areia sem nenhum tipo de cimento, tudo solto e molengo, além de feio não dá pra andar.” disse Franklin de Brito, o leitor do DIÁRIO DO RIO que fez a denúncia. Nas fotos nota-se que as pedras estão praticamente soltas, além de terem sido colocadas em desalinho.

Em nota, a Secretaria Municipal de Conservação, responsável pelos principais serviços públicos de conservação e pela manutenção urbana da cidade do Rio de Janeiro, informou que mandará uma equipe até a localidade a fim de fazer vistoria e tomar as providências cabíveis. “E caso seja constatado que a intervenção é de responsabilidade de alguma concessionária, a empresa será notificada para efetuar os devidos reparos, restituindo o padrão original da calçada, sob pena de multa, caso não atenda à notificação.”

Já a operadora de telefonia Vivo, ao ser contatada pelo DIÁRIO DO RIO, informou que as obras estavam paralisadas devido ao recesso de final de ano, estipulado pela Prefeitura do Rio. “As equipes da empresa estarão no local a partir de amanhã para a finalização dos reparos.”

Atualização da Reportagem – 03/01 – 13h30

As equipes da empresa já estão no local, nesta quarta-feira (03/01), para a finalização dos reparos.

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1 COMENTÁRIO

  1. Já não é de agora que as calçadas de pedra portuguesa estão danificadas.. por todo o Rio onde tem, elas estão em petição de miséria
    Uma pena que não tenha profissionais competentes para fazer reparos decentes ?

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