Embora existam alguns problemas, o Centro do Rio de Janeiro tem locais que fogem da correria das grandes cidades. Alguns parques do Centro surgem como opções para uma caminhada ou alguns momentos de tranquilidade.

Nesse texto, o Diário do Rio lista três desses espaços, que hoje em dia pecam em alguns quesitos, mas que não deixam a desejar quando o assunto em questão é a história e o charme da Cidade Maravilhosa.

Pao-do-Ouvidor
Um local que o leitor do Diário do Rio pode (e deve) caminhar sem grandes preocupações é o Shopping Paço do Ouvidor. Por lá, só o que existe de bom ganha destaque nas vitrines. Passa no Paço!

Quinta da Boa Vista

Museu Nacional por marcusrg

Localizada em uma parte da região central da cidade que faz divisa com a zona norte, a Quinta conta com um complexo paisagístico público de enorme valor histórico. Em sua área localiza-se o Museu Nacional de Arqueologia e Antropologia, instalado no local do antigo Palácio Imperial.

Durante o império, o espaço foi utilizado como residência da família real portuguesa. Por lá também se encontrava o Palácio Leopoldina, demolido nos anos 1930 para dar lugar ao atual Jardim Zoológico do Rio de Janeiro, outra concorrida atração do local.

Passeio Público

Passeio Público do Rio de Janeiro por Anna Carol

Considerado o primeiro parque público das Américas, o Passeio foi inaugurado no século XVIII. Inspirado no Passeio Público de Lisboa, o Vice-Rei do Estado do Brasil, Luís de Vasconcelos e Sousa, entre 1779 e 1783, incumbiu o escultor e arquiteto Valentim da Fonseca e Silva (“Mestre Valentim”) de construir um parque para a cidade do Rio de Janeiro, então a capital do Brasil colônia.

A região escolhida foi a lagoa do Boqueirão da Ajuda – atual largo da Lapa. No período que data a construção do Passeio, a lagoa estava muito poluída e se tornando um foco de doenças. Por isso começou a ser aterrada, pavimentando a construção do Passeio Público.

Entre muitos momentos marcantes, o Passeio Público, que foi um dos pontos de encontro da elite carioca por séculos, chegou a ter um aquário para visitação. Inaugurado em 1904, o projeto possuía vinte tanques de vidro, destinados à exposição de exemplares de diversas espécies de peixes de água salgada. Durante a gestão do prefeito Henrique Dodsworth (1937-1945), a instalação foi demolida.

Campo de Santana

Praça da República por Rodrigo SOldon

Sediado na Praça da República – chamada assim em referência ao fato de se localizar nas proximidades de onde ocorreu a proclamação da República do Brasil, em 1889 – o Campo do Santana agoniza, mas não morre.

A região que hoje em dia é cercada por um intenso ambiente urbano, já foi um selvagem pântano. Depois de muitos aterros, a área passou a ser chamada de “Campo da Cidade” ou “Campo de São Domingos” e se tornou um marco divisório entre o centro da cidade e a zona rural, ainda muito presente no Rio daquela época.

Em 1753, era chamado de “Campo de Santana”, nome originado da igreja nele construída, local de grande fluxo de devotos, que foi demolida em 1854 para dar lugar à primeira estação ferroviária urbana do Brasil, a Estação Dom Pedro II. Em 1941, no lugar da antiga estação, foi inaugurada a atual Estação Central do Brasil.

O parque foi tombado, em 1968, pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC) e, em 2012, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) também anunciou o tombamento do Campo de Santana.

No início do último mês de abril, a prefeitura do Rio de Janeiro, através de seu site oficial, noticiou que o consulado da França será parceiro do órgão que prepara ações para a revitalização de Campo do Santana.

A história e o charme desses locais são inegáveis. Assim como os problemas. Principalmente a falta de segurança e a desigualdade social, facilmente notada em todas as regiões citadas no texto. Ideal seria que só os pontos positivos pudessem ser vistos de forma tão notável. Esperamos que as autoridades competentes trabalhem para isso.

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