Não é à toa que a Praça Floriano é conhecida como Cinelândia. A Praça e seus arredores abrigaram alguns dos mais importantes cinemas de rua da cidade do Rio de Janeiro, na era de ouro da sétima arte.

A meta do visionário Francisco Serrador era transformar o local na ‘Broadway brasileira’, alcançando seu objetivo durante quase todo o século passado, já que a Cinelândia contava, ainda, com teatros como o Brigite Blair e o Rival“, destaca o pesquisador Márcio Malheiros França, no blog Cinema em Foco.

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Cine Odeon

Com todo seu charme histórico, permanece firme e forte e ainda é um importante centro cinematográfico brasileiro, sendo sede importantes eventos, como Festival do Rio, Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro e Anima Mundi. Existe no prédio atual, desde 1926.

Cineac Trianon

Inaugurado em 1938, na Avenida Rio Branco 181, onde hoje está o edifício de escritórios Século Frontin. No início, este cinema não passava ficção clássica, convencional. Dedicava-se às chamadas “sessões passatempo”, constituídas geralmente de cine-jornais, documentários curtos, desenhos animados, vídeos de viagens, musicais ou humorísticos.

Cinema Parisiense

O Cinema Parisiense foi o primeiro cinema estável da cidade e foi inaugurado em 9 de agosto em 1907. Ficava na Avenida Rio Branco nº 179, em frente à antiga Galeria Cruzeiro e fazia esquina com a antiga Rua Chile, atual Rua da Ajuda“, conta Elizabeth de Mattos Dias, pesquisadora.

Cine Pathé

Aberto no final de 1907 e fechado em 1999, o prédio de bela arquitetura art déco, quando deixou de abrigar o Cine Pathé e passou a ser utilizado por uma igreja evangélica.

Cinema Capitólio

Além de produções cinematográficas, este antigo espaço também era palco para outras artes, como apresentações musicais, teatrais e de dança.

Império

Uma sala clássica, aberta no final do século XX, que, por conta de problemas econômicos, acabou sendo fechada já na segunda metade do mesmo século.

Rex

Um edifício de dois andares que abrigava um dos mais badalados cinemas da cidade, com o tempo, passou a ser sede de um cinema dedicado somente às sessões eróticas. Em cima, funciona até hoje um edifício de escritórios.

Cine Iris

Este fica um tantinho mais afastado da Praça…. mas segue ainda em atividade: o Iris, famoso cinema pornô da Rua da Carioca, é outro que faz parte da Cinelândia e que se dedica aos filmes adultos.

Cine Vitória 

Ficava na Rua Senador Dantas, esquina com Rua Alcindo Guanabara. Foi inaugurado em Inaugurado em 12 de agosto de 1942, com muita divulgação nos jornais da época. O nome era pra comemorar a futura vitória dos Aliados na Segunda Guerra. O conforto era a marca registrada. Estreou com o filme “Grande Ditador”. Depois de anos abandonado, tornou-se uma Livraria Cultura, que infelizmente fechou as portas.

Cine Palácio

Hoje em dia, o prédio voltou a funcionar e abriga o Teatro Riachuelo Rio. Inicialmente um outro Teatro, por muito tempo foi o Cine Palácio. O prédio foi construído em estilo Mourisco, pelo arquiteto De Los Rios, e tinha um bilhar na sobreloja. Inaugurado em 1928, foi o primeiro cinema do Rio de Janeiro a exibir um filme sonorizado na década de 1920.

Cinema Metro-Passeio

Foi inaugurado em 1936, chegou a ter 1821 lugares e ficava ao lado da loja da Mesbla (em determinada época a Mesbla propôs arrendar o Metro para exibir sessões gratuitas para os clientes da grande loja). Foi o segundo cinema do Rio a ter ar refrigerado (o primeiro foi o pequenino Varieté, que funcionou na Av. Atlântica nº 1080, de 1935 a 1942“, destaca o blog Saudades do Rio.

Cine Plaza

A inauguração deste cinema foi em 1934. Já fechado para a exibição de filmes, o prédio (que mantém o estilo arquitetônico do passado) foi restaurado recentemente e a antiga sala de projeção deu lugar a um auditório multifuncional com capacidade para 220 pessoas.

Cinema Colonial

O Colonial, que ficava no Largo da Lapa nº 47, funcionou de 1941 a 1961, com 1578 lugares, no local onde antes foi um Hotel. Foi desapropriado em dezembro de 1964 e transformado na belíssima Sala Cecília Meireles.

Essas histórias merecem um filme. Vale notar que foi na Cinelândia, pelas mãos do mesmo Francisco Serrador, que chegou ao Brasil um dos lanches rápidos mais queridos por quem vai ao cinema: o “cachorro-quente”.

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