O projeto de lei tresloucado da vereadora Teresa Bergher (Cidadania) que previa que todos os bares e restaurantes e congêneres do Rio de Janeiro fossem obrigados a apresentar cardápio infantil, com alimentos saudáveis, variados e seguros, foi vetado pelo prefeito Eduardo Paes (PSD).

A medida tinha sido aprovada na Câmara de Vereadores com apenas 6 votos contrários, dos vereadores Carlos Bolsonaro (Republicanos), Dr. Rogério Amorim (PSL), Gabriel Monteiro (PSD), Vitor Hugo (MDB), Pedro Duarte (Novo) e Rafael Aloisio Freitas (Novo). Duarte e Aloisio Freitas foram os que mais lutaram para que a lei passasse e tivesse voto nominal, caso contrário era bem capaz de nem sabermos como votaram nossos edis.

Enquanto Teresa, na época da aprovação, disse que “ainda são poucos os restaurantes que garantem, espontaneamente, a oferta de cardápio infantil, que deve contemplar o emprego de alimentos que respeitem a cultura, as tradições e os hábitos alimentares, contribuindo para a qualidade de vida das crianças e adolescentes”. Mal sabe a vereadora que os que servem comida para crianças, são aqueles que atendem famílias, logo vão servir os filhos e os pais.

Já Thaís Ferreira (PSol) queria evitar o desperdício de comida: “as crianças, geralmente, comem menos que os adultos, e colocando mais comida no prato, há desperdícios“. Como normalmente parte da comida da maioria dos bares fica semi pronta, vai até aumentar o desperdícios.

Os vereadores ainda podem derrubar o veto de Paes, mas dificilmente ocorrerá, já que o setor de bares e restaurantes se mobilizou sobre o caso. Em épocas de crise, o que eles menos precisam é de mais um custo extra desnecessário.

Para o vereador Pedro Duarte: “É uma obrigação excessiva aos nossos bares, restaurantes e lanchonetes, que já tem sofrido tanto nesses últimos 2 anos. Votei e trabalhei contra o projeto, e depois fomos cobrar ao Prefeito o veto. Parabenizo a ele pela decisão, e agora defenderemos junto aos demais vereadores pela manutenção do veto. A mobilização do setor foi e será importante para encerrarmos o assunto de vez”.

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