Paquetá/paraíso

Foto: Dionísio Tremura
    Em 1555 Thevet aportou
    Logo depois Estácio lhe tomou
    Dividiu-a em sesmarias
    Mas sua beleza triunfou

    Local de história incomum
    Essa ilha promove o amor
    Aos que moram ou visitam 
    Abraça todos com seu "calor"

    Guarda estórias e lendas
    Dos Capas Pretas à Moreninha
    Foi refúgio pros revoltosos
    Da Armada, hoje Marinha

    Na vizinha BROCOIÓ
    Ficavam em quarentena
    Os chegados pro infortúnio
    Imposto pelos de "mente" pequena

    Em outra vizinha, a DO SOL
    Luz Del Fuego plantava liberdade
    numa vida feliz para todos
    Mas lhe devolveram crueldade

    Das conchas brotava cal
    Do caolin lindas porcelanas
    De sua atmosfera romântica
    Bucólicos amores bacanas

    Não sucumbiu ao progresso
    Tudo ainda vive à vontade
    Até os pássaros quando "se vão"
    Têm morada pra eternidade

    No caminho religioso
    São Roque chegou primeiro
    Bom Jesus do Monte depois
    Mas reverencia o padroeiro

    A corte vinda pro Brasil
    Curtiu muito esse recanto
    E até hoje o mundo inteiro
    Sonha com todo esse encanto

    Algumas personalidades
    Umas locais, outras chegadas
    Mas pra ela todas iguais
    Por isso até hoje reverenciadas

    Uma delas é o grande artista
    De pássaros e árvores Pedro Bruno
    Outro que doou sua liberdade
    Professor com coração de aluno

    O grande José Bonifácio
    Que lutou pra dar a todos juizo
    Acabou exilado, sentenciado
    A viver em Paquetá/paraíso

    Em nossos dias Paquetá
    Preserva uma grande certeza
    Que mesmo com todo "progresso"
    Ainda há "vaga" pra natureza!
Foto: Dionísio Tremura
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