Para mais de 40% dos empresários do Centro do Rio, negócios melhoraram após pandemia

salientando que o aumento do turismo na região demonstra recuperação

Empresários do Centro do Rio de Janeiro afirmam que a procura por serviços e produtos no pós-pandemia melhorou significativamente, foi o que identificou a pesquisa realizada, entre os dias 14 e 18/10, pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ). De acordo com o levantamento, dos 297 empresários entrevistados, 43,8% deles mostraram-se otimistas quanto à retomada das atividades comerciais, após o fim da pandemia.

Ainda de acordo com o levantamento, 39,7% da mostra não identificou melhora nas demandas dos seus negócios, ao passo que 16,5% afirmaram não terem percebido melhora ou piora nas suas atividades comerciais.

A pesquisa avaliou ainda percepção do empresariado quanto ao retorno gerado pelo trabalho remoto/híbrido aos negócios. Para 51,2% dos entrevistados, o modelo surgido no epicentro da pandemia de Covid-19, é visto como um gargalo para a recuperação das suas atividades comerciais.

Outro dado apontado pelo IFec RJ e enfatizado pelo diretor executivo da instituição, João Gomes, é o aumento de turistas circulando na região, fator que demonstra, apesar das percepções negativas de alguns empresários, que o Centro do Rio está se recuperando dos efeitos deletérios causados pelos sucessivos lockdowns impostos durante a crise sanitária.  

“O que estamos vendo é um processo de recuperação e consolidação, depois da pandemia. O trabalho remoto/híbrido, segundo os empresários, ainda é um entrave. Mas por outro lado, o aumento de turistas no Centro mostra a evolução dos negócios”, explicou o executivo.

Segundo o levantamento, 69,3% dos consultados sobre o aumento de turistas afirmaram que o movimento impulsionou seus estabelecimentos, contra 30,8% que disseram não terem registrado impulsionamento.

Lançado pela Prefeitura em julho de 2021, o projeto Reviver Centro foi criado para promover a recuperação econômica, cultural e urbanística da região, através da construção de edifícios residenciais e reformas de prédios antigos, para intensificar a movimentação de pessoas e impulsionar o comércio do Centro. Apesar da inciativa, 50,2% dos profissionais consultados afirmaram que as medidas tomadas pelo poder público municipal não impactaram de forma positiva os seus negócios. Para 45,1% dos entrevistados, no entanto, o Reviver Centro gerou retorno para as suas atividades comerciais. Segundo o Ifec-RJ, 4,7% dos empresários não souberam avaliar os impactos das medidas adotadas.

As informações são do Diário do Porto.

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