Para divulgar cultura amazônica, Museu do Pontal promove ‘Festival Pará’, entre os dias 23 e 24 deste mês

Uma das grandes atrações do festival será o show de Dona Onete, de 84 anos. A artista é considerada a rainha do carimbó chamegado

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O Brasil ouve falar, mas conhece muito pouco a realidade e a diversidade da região amazônica. Por isso, o Museu do Pontal promove, nos dias 23 e 24 de setembro, o “Festival Pará”, que conta um pouco da história do Estado, detentor de artesanato e culinária riquíssimos, além de expressões culturais como a dança do carimbó e outros ritmos regionais. Vale lembrar que a belíssima Ilha de Marajó está localizada no Pará. A programação é totalmente gratuita. O museu funciona de quinta a domingo, das 10h às 18h (o acesso às exposições se encerra às 17h30).

Uma das grandes atrações do festival será o show de Dona Onete, 84 anos, que será homenageada no evento. Considerada a rainha do carimbó chamegado, Dona Onete teve a sua obra musical oficialmente declarada patrimônio Cultural e Imaterial do Pará.

“Belém é a antena parabólica da Amazônia, o lugar onde a energia da floresta chega e se conecta com o mundo. Os ritmos, os sabores, o artesanato, os Encantados, os indígenas, os quilombolas. É uma região de cultura riquíssima e estamos trazendo para o festival. E, ainda, seguindo a tradição do Museu de homenagear os grandes mestres de nossa cultura popular, contaremos com show de Dona Onete e exposição sobre sua trajetória”, explicou Lucas Van de Beuque, diretor executivo do Museu do Pontal.

No dia 23, o Museu do Pontal inaugura a exposição “Ocupação Dona Onete”, que ficou em cartaz em São Paulo, em 2022. No local, fotos, cartas e vídeos retratam a trajetória da cantora e compositora pioneira no carimbó. Nascida em 1939, na ilha de Marajó, Dona Onete foi ainda professora de história por duas décadas, militante sindicalista em prol da melhoria do ensino e do cultivo sustentável do açaí. Ela também lutou contra preconceito sexista no carimbó paraense – dominado pela presença masculina.

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Durante os dois dias de evento, os visitantes do Museu do Pontal terão acesso a oficinas artísticas e de contação de histórias; Cinema de Fachada, com a exibição de curtas paraenses; apresentações de carimbó, shows, entre outras atividades. A gastronomia será representada pelos restaurantes Cantinho do Pará, ASA e Pescados na Brasa, com peixes típicos da região e outras delícias paraenses.

“É uma imersão completa. Precisamos compreender a cultura do norte do Brasil, seu imaginário poético ligado aos seres da floresta, às mitologias afro-indígenas, às relações dos povos amazônicos com a natureza, o território e suas águas”, afirmou Angela Mascelani, diretora artística do Museu do Pontal.

Confira a programação completa!

Dia 23 – Sábado

Contos de Dona Onete – Autora da coleção Contos de Dona Onete, a neta da artista, Josivana Rodrigues, abre o festival no dia 23. Ela vai contar três histórias inspiradas na infância de Dona Onete e em lendas e costumes amazônicos. Livre.

DJ Xeleléu

Cinema de Fachada para crianças – Sessão de curtas paraenses: A Turma do Jambu – episódio Boitatá; Contos Mirabolantes – O olho do Mapinguari; As Icambiabas – episódio Lagartas Boreais; Os Dinâmicos – episódio Monstrinhos de Estimação; Os Dinâmicos – episódio Lambada do Fantasma.

Grupo Folclórico Cultural Flores da Alegria – Apresentação de dança de carimbó do projeto social do Município de Nilópolis formado por mulheres.

Oficina de carimbó e conversa com Mestre Damasceno – Quem comanda a oficina é Mestre Damasceno, que atua na cultura popular desde os 19 anos e, aos 68 anos, continua ativo no carimbó, com seu grupo Nativos Marajoara.

Show Mundiá e o Reino da Encantaria – Idealizada por paraenses radicados em Paraty, a banda Mundiá divulga a música amazônica através de composições autorais e de mestres como Verequete, Lucindo, Pinduca e Dona Onete. O show Mundiá e o Reino da Encantaria tem um repertório dançante, tropical e caliente, regado a cumbia, bolero, lambada e outros ritmos populares no Norte.

GUST – Set Performance Mata e Come – Nascido no sertão amazônico, o multiartista GUST toca flash brega, guitarrada, cumbia, lambada, calypso e ritmos caribenhos enquanto projeta imagens que exploram cosmovisões periféricas da Amazônia.

Show Félix Robatto – Guitarrista e percussionista de Belém do Pará, Félix Robatto é fundador da banda La Pupuña, que apresentou a guitarrada progressiva para o mundo, participando de diversos festivais no Brasil, EUA e Europa.

Show e homenagem a Dona Onete – Grande homenageada do Festival Pará no Museu do Pontal, famosa pela mistura de ritmos e criação de um estilo próprio de fazer música, conhecido como carimbó chamegado, ela sobe ao palco principal para fechar o primeiro dia de programação.

Dia 24 – Domingo

Carimbaby  – Inspirado nos cordões de bichos e pássaros do Pará, o projeto infantil criado pela artista paraense Bárbara Vento, residente no Rio de Janeiro desde 2001, apresenta uma mistura de ritmos e danças tradicionais.

Oficina de cerâmica com o Ateliê Arte Mangue Marajó – Localizado em Soure, na Ilha do Marajó, o Ateliê Arte Mangue Marajó funciona como espaço de pesquisa e produção da cerâmica típica da ilha. À frente do ateliê estão o artista Ronaldo Guedes e a gestora Cilene Andrade, que vêm ao Rio especialmente para compartilhar saberes sobre a iconografia da cerâmica marajoara. Na parte prática da oficina, o público poderá experimentar a técnica em papel e placas de cerâmica.

Oficina de percussão e ritmo do carimbó do Marajó – Nesta oficina, a artesã e percussionista marajoara Milene Pinheiro vai apresentar os instrumentos e ensinar aos participantes os toques típicos do carimbó do Marajó.

Cinema de Fachada para crianças – Sessão de curtas paraenses: Os Dinâmicos – episódio Boitatá no é Bumbá; Contos Mirabolantes – o olho do Mapinguari; As Icambiabas – episódio Açaí do grosso; A Turma do Jambu – episódios Curupira e Saci.

O Conto da Sereia do Marajó com o grupo Carimbó da Pedra – O grupo Carimbó da Pedra, do Rio de Janeiro, conta histórias que celebram as culturas indígena e afro-amazônica do Norte do Brasil, abordando temas que envolvem a relação do homem com a natureza.

Show Afroribeirinhos – Criada no Rio de Janeiro em 2018, a partir do encontro dos músicos manauaras Dibob da Silva e Frank Russo, a banda apresenta um estilo musical próprio, chamado carinhosamente de ‘Mexidão’.

Oficina de flores de papel – Nesta oficina, a artesão paraense Waldenira dos Santos, vai ensinar os participantes a confeccionar flores de papel crepom.

Show Aturiá –  Núcleo musical do Aturiá Carimbó, projeto idealizado pela dançarina e musicista Andrea de Vasconcelos. O show do Aturiá mistura música e dança ao ritmo do carimbó pau e corda, trazendo composições de grandes mestres do carimbó de raiz, como Verequete, Lucindo, Bigica e Dikinho, mergulhando num repertório rico em encantarias e poéticas do universo caboclo amazônico.

DJ Tha Redig – DJ e produtora cultural paraense.

Show Mestre Damasceno –  Com sua voz e um timbre marcantes, Mestre Damasceno é a personificação da verdadeira identidade do caboclo quilombola marajoara. Suas composições guardam o clima sonoro dos encantos do Marajó, falando dos costumes do povo, suas comidas e a relação com a natureza.

O Museu do Pontal fica na Avenida Celia Ribeiro da Silva Mendes, nº 3.300, na Barra da Tijuca.

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