Parte da antiga orla do Rio de Janeiro tinha uma cancela para bloquear a chegada de navios e barcos

Em meados do século XVIII, o Rio de Janeiro vivia um contexto de invasões e conflitos em boa parte de sua costa. Na região onde hoje fica o bairro de São Cristóvão não era diferente

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Ponte dos Navegantes. Arquivo Itaú Cultural

Em meados do século XVIII, o Rio de Janeiro vivia um contexto de invasões e conflitos em boa parte de sua costa. Na região onde hoje fica o bairro de São Cristóvão não era diferente. Por isso, uma solução foi criada.

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Depois da invasão do corsário francês Duguay-Trouin, em 1711, a terras cariocas, a Ponte dos Marinheiros foi construída junto com uma guarita e uma cancela, que visavam dificultar a entrada na cidade pela enseada de São Cristóvão.

A estrutura também servia de limite entre a cidade e a Fazenda de São Cristóvão (que incluía as terras da Tijuca, Grajaú, Vila Isabel e Engenho Novo), de propriedade dos jesuítas até eles serem expulsos, em 1759, por ordem do Marquês de Pombal.

A antiga Enseada de São Cristóvão era de mar calmo e por isso atraía muitas embarcações. A área era um verdadeiro estacionamento de barcos e navios. Por conta disso, a cancela ajudava a conter a entrada na cidade.

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Enseada de Sao Cricri Parte da antiga orla do Rio de Janeiro tinha uma cancela para bloquear a chegada de navios e barcos
Antiga Enseada de São Cristóvão

As embarcações também adentravam a cidade para se abastecer de água potável em uma bica na foz do Rio Comprido”, conta a pesquisadora Márcia Pimentel.

Com as reformas pelas quais a região passou, a ponte, a guarita e a cancela sumiram. Até o mar diminuiu na região, que passou por um aterramento da Enseada de São Cristóvão para a construção da Avenida Francisco Bicalho.

Na prefeitura de Francisco Pereira Passos, no início dos anos 1900, um empréstimo de 8,5 milhões de libras esterlinas foi conseguido para a realização de um conjunto de obras que abrangia a construção de vastos armazéns no cais, o assentamento da linha férrea para os vagões de carga e descarga, a construção da Avenida Central (Avenida Rio Branco) entre o Largo da Prainha (Praça Mauá) e a Praia de Santa Luzia (Atual região central próximo ao Aeroporto Santos Dumont), o prolongamento do Canal do Mangue com uma comporta para renovação periódica da água, além das melhorias das ruas estreitas da Gamboa e Praia Formosa (atual área do Santo Cristo), destaca a Revista O Malho, famosa no Rio de Janeiro do século XX.

Praia, enseada, orla com cancela hoje em dia seria um problema. Mas na época foi a solução encontrada.


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