Foto meramente ilustrativa. Orau no Pexels

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, anunciou há uns meses a instalação da montadora de carros elétricos Bravo Motor Company na região metropolitana de Belo Horizonte. O investimento de R$ 25 bilhões será positivo, pois gerará empregos e oportunidades para o estado. A notícia me traz um misto de felicidade e “inveja”, primeiro por ser uma conquista para o Brasil, mas infelizmente não no meu estado, o Rio de Janeiro. Gostaria de tornar a cidade do Rio a capital brasileira dos veículos elétricos, para assim obtermos os mesmos benefícios. No entanto, para isso acontecer, precisamos criar condições favoráveis por aqui.

Olhar para o mercado de carros elétricos é de fato olhar para o futuro. O movimento das principais montadoras mostra isso. Muitas já estão se adequando há alguns anos para essa tendência, investindo em pesquisa e em novas tecnologias. A renovação da frota em diversos países é uma realidade e precisamos acompanhar esse movimento. Não apenas para abraçar um novo mercado, mas para viabilizar vários outros.

Em âmbito nacional, já demos alguns passos neste sentido. A Nova Lei do Gás e o Marco Legal das Startups foram sancionados, permitindo no futuro maior oferta de energia e um ambiente mais favorável à inovação. Aprovamos a lei da liberdade econômica, importante para alavancar mais negócios, e estamos para votar o PL 414/21 para modernizar o setor elétrico brasileiro e viabilizar maior e mais barata oferta de energia. Além disso, falando sobre o Rio de Janeiro, possuímos alguns fatores positivos, como a experiência no desenvolvimento de carros movidos a gás, montadoras já instaladas, universidades com laboratórios estruturados para pesquisa e inovação e diversas iniciativas para o desenvolvimento do empreendedorismo.

Porém, ainda sofremos com vários entraves que ainda afastam empresas e investimentos. O Brasil ainda está muito atrás na lista dos melhores países para se fazer negócios. Além disso, sofremos com o famigerado custo Brasil, agravado muito por conta de fatores diversos como infraestrutura, energia, transportes, carga tributária etc.

O Rio de Janeiro é um caso ainda mais evidente. O estado e o município do Rio ainda mantêm algumas indústrias, porém ainda com uma latente desindustrialização, que talvez a Nova Lei do Gás possa recuperar. Temos índices de violência altos, um nível educacional que prejudica a produtividade e dificulta investimentos, além de um ambiente de negócios dentro do contexto Brasil, citado anteriormente. Temos um grande dever de casa nestes aspectos e também numa visão do estado a longo prazo.

Precisamos acompanhar esse movimento. Se ficarmos para trás, teremos várias empresas pelo mundo atendendo diversos mercados e com as poucas remanescentes por aqui ainda produzindo carros a combustão, provavelmente com tecnologias paradas no tempo, com carros de baixa qualidade e muito caros, devido à pouca concorrência. Um mercado fechado, causado não por leis protecionistas, mas por desleixo em relação ao futuro.

Planejar a longo prazo é um desafio, mas temos plenas condições para isso. O setor de carros a eletricidade necessita de uma infraestrutura de apoio, com o desenvolvimento de uma cadeia de eletropostos, estacionamentos com pontos de energia, além da própria necessidade da maior oferta de energia. Acompanhar esse movimento seria aprimorar o país, com um ambiente de negócios desburocratizado, produtivo, com segurança jurídica, que permita a entrada de empresas e mais investimentos, e com um  ambiente de inovação, que permita o desenvolvimento de pesquisas e de novas tecnologias.

Precisamos trabalhar para proporcionarmos estas condições. O Brasileiro se mostra sempre capaz disso. Precisamos nos organizar e aproveitar todo o potencial que temos para viabilizarmos esse mercado no Brasil e, quem sabe, tornar o Rio de Janeiro a Capital Brasileira dos Carros Elétricos.

3 COMENTÁRIOS

  1. Daqui a algumas décadas, não existirão mais postos de combustíveis e sim postos de recarregamento para bateria do veículo. Se Deus quiser. E Ele quer pois ver o planeta sendo poluído por combustão emitidos por veículos deve ser muito triste para Ele ver

  2. A medida que as décadas vão se passando, o ser humano evolui junto com a história da humanidade. Carros elétricos são a tendência do futuro. Já é sabido e comprovado que veículos movidos a gasolina, gás, etanol, combustão, etc são poluentes. Aquelas fumaças pretas que saem dos veículos ficam impregnadas em janelas, ruas, paredes, etc. Creio que daqui a alguns 70 ou 80 anos todos os carros serão elétricos em força de lei. Veículo movido a gasolina é muito século XX

  3. O deputado tem razão em defender os elétricos, mas erra em dois pontos. Primeiro, ao escrever um texto em que propõe apenas mais segurança jurídica e menor burocracia como condições para esse desenvolvimento. Como um liberal clássico, ignora o fato de que tal setor jamais vai se instalar sem um pesado investimento estatal, subsídios e incentivos fiscais até mesmo para a compra, foi assim na China e está sendo assim nos Estados Unidos. Segundo, o mesmo deputado vem defendendo a liberação de carros de passeio com diesel no Congresso Nacional, sendo mais poluente e danoso ao meio ambiente do que a própria gasolina ou etanol. Faltou coerência e conhecimento.

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