Paulo Pinheiro: 2013, um ano que não passará

Há dez anos, nós, cariocas, vivemos dois momentos dos mais significativos da história da educação pública e dos movimentos de valorização e resistência dos seus servidores

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Os fatos mais significativos colhidos ao longo do tempo tornam-se históricos. Alguns nos enchem de orgulho, enquanto outros envergonham. Há dez anos, nós, cariocas, vivemos dois momentos dos mais significativos da história da educação pública e dos movimentos de valorização e resistência dos seus servidores.

No dia 8 de agosto de 2013, a rede municipal de Educação entrou em greve. Era preciso reagir firmemente contra décadas de descaso e falta de diálogo com o Magistério, sensivelmente agravadas pelas fórmulas de gestão privatizantes trazidas pela Administração Eduardo Paes.

Empresas de consultoria instaladas no Centro Administrativo São Sebastião tinham soluções para tudo. Cartilhas e ferramentas supostamente pedagógicas saíam do escritório primeira secretária de Educação de Eduardo Paes, a Sra. Claudia Costin, e eram distribuídas nas escolas em nome de uma pseudo-eficiência. Formou-se um embate grosseiro entre o novo e o velho, entre o certo e o errado, e corpo de educadores da Prefeitura passou a ser tratado como um coadjuvante dispensável.

Este foi o contexto da greve histórica de 2013, motivo de orgulho, que redundou, em outubro do mesmo ano, no vergonhoso plano de carreira, cargos e remuneração dos servidores da Educação, saído do gabinete do prefeito diretamente para a Câmara Municipal. Não poderia dar certo. E não deu!

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Não me recordo de outro projeto de lei que tenha causado tanta revolta e que tenha exigido a atuação da tropa de choque da Polícia Militar para ser votado. As ruas Senador Dantas, Evaristo da Veiga e Alcindo Guanabara foram esvaziadas e gradeadas, assim como foram isoladas as escadarias do Palácio Pedro Ernesto.

Com o apoio do aliado Sergio Cabral, Eduardo Paes montou uma praça de guerra em torno do seu famigerado plano. No lugar do reconhecimento da carreira, foram lançadas bombas de efeito moral e os profissionais da Educação, que acolhem nossos filhos nas escolas, levaram bordoadas da Polícia. Que exemplo! Que governo era este! Que vergonha!

As imagens de outubro de 2013 não podem ser apagadas e devem servir de inspiração contra a truculência do Estado e contra as tentativas de usurpação de direitos. A educação pública, a dignidade dos seus servidores e o acolhimento das crianças e dos jovens cariocas são inegociáveis. A luta continua!

Paulo Pinheiro é vereador na cidade do Rio de Janeiro

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1 COMENTÁRIO

  1. O Rio ocupa as piores posições de métricas de aprendizado. Qual a proposta que a classe aplicou nos ultimos 10 anos para melhorar isso. Só esperar a diretriz de governo é reducionismo. A escola existe pelos seus corpos, discentes e docentes. São as pessoas que fazem a Educação, não os governos. Lamento, mas o artigo não agrega nada ao debate.

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