Pedro Duarte: O que está acontecendo com as bancas de jornal?

Vereador Pedro Duarte fala sobre as inúmeras bancas de jornais fechadas pela cidade do Rio

Banca de jornal fechada no Rio (Foto: Divulgação)

Todo carioca lembra com carinho de alguma banca perto da sua casa, onde já comprou o jornal pela manhã, álbuns e figurinhas para os filhos ou mesmo um sorvete num dia quente (como o de hoje!). Esses locais fazem parte da vida do bairro, integrando a comunidade, trazendo produtos para perto nosso dia a dia e movimentando as ruas. No entanto, de um
tempo pra cá, isso começou a… mudar.

Com a queda na venda dos impressos, sobretudo os jornais e revistas, as bancas precisaram se reinventar. Algumas de fato fecharam, enquanto outras passaram a vender novos itens, tornando-se basicamente uma loja de conveniência. É o que qualquer dono de negócio tenta fazer: manter as vendas e suas contas em dia. É justo, mas não podemos esquecer que elas se valem do espaço público, impactam a vida de todos nós e dependem de autorizações específicas para funcionar, cabendo ao Poder Público debater os limites dessas mudanças (e quais caminhos devem seguir).

Bancas fechadas atrapalham a visibilidade nas ruas, servem de esconderijo ou ponto cego para roubos e furtos e atrapalham a circulação das pessoas, não havendo motivo para mantermos essas ‘cascas’, já sem a vida que tinham no passado, ocupando as ruas. A Prefeitura deve promover uma reorganização completa delas, vendo quais ainda funcionam e recolhendo as demais.

Devemos prestar muita atenção também aos casos das “bancas zumbis”, as que já não funcionam mais e mesmo assim seguem ocupando o espaço público! Não para vender o jornal ou qualquer item do dia a dia, mas sim para servir como outdoor de publicidade (muitas vezes luminosos, de LED!) em pontos de muita circulação. E aqui começa a bagunça! Bancas surgem e mudam de posição para que tenham mais visibilidade ao motorista que passa de carro, chegando a ficar em diagonais na calçada que atrapalham completamente o pedestre!

Você já deve ter visto um caso desses em seu bairro. Todos nós passamos a conviver com bancas fechadas, e todas as suas consequências negativas, como painéis luminosos de publicidade que se multiplicam pela cidade em pontos estratégicos. Faz sentido?

A mim parece mais um típico caso de “jeitinho”, que deve ser urgentemente debatido e revisto.

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8 COMENTÁRIOS

  1. Acho que o Jornal está com muito afinco na crítica às bancas de jornais… pq isso agora?!? Tem tantos problemas na cidade e estão focados nisso pq?!? Não estou entendo todo esse alvoroço… já é a 4 matéria em curto espaço de tempo focando nisso…

  2. A prefeitura cria milhares de obstáculos, burocracias, taxas, normas, aporrinhações mil, manda fechar por tempo indeterminado. O sujeito arruma uma maneira de sobreviver, e quem aparece? O burocrata! Êpa, não pode! Multa, fecha! O Brasil é um país hostil aos negócios. Candidate-se ou faça concurso.

  3. Estas bancas luminosas enormes devem estar pagando algum vereador. Não têm logica. Na Antero de Quental, uma micro praça, tem duas gigantescas com néon na cara dos apartamentos, e uma delas enviesada . Na Pca da Paz botaram uma em frente à igreja, enorme e atrapalhando a visão do pedestre que vai atravessar ou pegar táxi assim como a da esquina da lagoa barra, bem na curva para o pedestre não ver os carros e morrer atropelado. Só pode.

  4. As Bancas já são Pontos Comerciais a bastante tempo…Justíssimo e aprovo… porém muitas viraram Outdoors posicionadas de maneira a tirar a atenção de motoristas e pedestres…

  5. Bom dia, acho que a Prefeitura devia normatizar as bancas de jornais sobre posicionamento (em alguns lugares os anuncios das bancas podem distrair os motoristas), regulamentar o comércio das bancas e estipular um prazo máximo para banca que não funcionando.

    Não tem a ver com essa matéria, mas quero registrar a bagunça de veículos que fazem entregas de barracas, cadeiras, bebidas e etc. nas praias, eles ficam parados nos estacionamentos tirando a vaga dos veiculos. Antes, descarregavam e saiam, agora permanecem nos estacionamentos.

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