Pesquisa revela que trabalhadores remotos tiram férias clandestinas durante o expediente

Lideranças corporativas têm que lidar com as “férias silenciosas”, quando o empregador desconhece o contexto produtivo e a localização do subordinado

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Foto: Foto de Ivan Samkov no Pexels

A pandemia impôs mudanças consideráveis ao mundo trabalho, entre elas o home office, medida necessária, naquele momento, para que as empresas continuassem a funcionar, sem colocar a saúde dos seus funcionários em risco. Com o fim da crise sanitária, muitas lideranças empresariais questionam a validade do trabalho remoto, bem como de outros mecanismos, como as “férias silenciosas”, quando o trabalhador tira férias informalmente, sem se afastar do trabalho ou revelar sua localização à chefia.

No novo posicionamento laboral, trabalho e lazer se misturam para, em princípio, gerar mais produtividade sem a pressão emocional e psicológica do ambiente de trabalho, o burnout. As “férias clandestinas” têm sido uma tendência adotada por trabalhadores remotos, segundo a plataforma online a RVshare, que atua com aluguel de trailers nos Estados Unidos.

De acordo com a RVshare, 56% dos profissionais afirmam ser alta a probabilidade de fazerem uma “viagem silenciosa”. No ano passado, 36% da Geração X e dos millenials, que trabalham remotamente, já uma “viagem clandestina” em mente.

O fundador e CEO da Uptimize, Ed Thompson, não considera ilegítimo o procedimento, segundo a Forbes. Ele acredita que a lógica do trabalho remoto é justamente entregar o trabalho pedido e cumprir as metas estabelecidas, independentemente do contexto ou localização do trabalhador.

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Uma pesquisa realizada MyPerfectResume sobre o burnout verificou que 20% dos profissionais avaliam abandonar o emprego diariamente, sendo que 88% deles dizem estar esgotados no trabalho. Ed Thompson acrescenta que, apesar do esgotamento ser comum no universo do trabalho, ele é subestimado.

Em 2023, a empresa Owl Labs, que fabrica dispositivos de videoconferência em 360°, elaborou um estudo conduzido com 2.050 trabalhadores americanos e verificou uma divergência entre o que os trabalhadores e gestores pensam sobre produtividade.

Segundo a sondagem, para 60% dos líderes, os subordinados são menos produtivos remotamente. Já 62% dos profissionais acreditam serem mais produtivos nessa categoria laboral, com 55% deles dizendo trabalhar mais do que no escritório. A pesquisa revelou ainda que 83% dos trabalhadores remotos avaliam ter um desempenho no mesmo nível ou superior ao dos trabalhadores presenciais.

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6 COMENTÁRIOS

  1. Todo santo dia o home office é criminalizado…

    E todo santo dia abre vagas home office, pq bons profissionais, que podem escolher trabalho vai escolher quem oferece esse “benefício”.

    Quem é que quer perder 2h no trânsito, comer na rua pagando caro numa comida ruim, suportar gente chata, brigar por causa de ar condicionado, etc, etc, etc?

    Não tem jeito. Superem isso.

  2. Eu mesmo já fiz home office num resort na Bahia, e daí? Era só ligar meu notebook na varanda com vista pro mar e fazer meu trabalho. Na hora do almoço, um mergulho na piscina pra desestressar e voltar a fazer minhas atividades muito mais feliz e produtivo. Qual o problema, Diário do Rio?

  3. É uma necessidade incrível do Diário do Rio por conta de interesses imobiliários e, talvez, políticos, para demonizar o futuro que deu certo. Evitar o inevitável é falta de evolução. Poderiam nesse momento entrevistar os jornalistas do Jornal “Correio do Povo” do RS, com 100 anos de história, que está com seu maquinário e escritórios inundados em Porto Alegre o que eles acham do Home Office. Para resumir, é a ferramenta que está sendo usada por eles para manter o jornal virtual deles vivo, como é trabalhado o Diário do Rio. Por favor, evitem esse tipo de matéria. Dá engasgo.

  4. Tente novamente Diário do RJ…

    A especulação imobiliária não vai conseguir reverter o inevitável. O home office não vai acabar.

    Se virem, deem um jeito. Inovem! Empreendedores não são os que criam diante de problemas? Então…

    Só gosta de trabalho presencial quem tem amante no trabalho ou chefe ruim de gestão.

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