Petrópolis: Casa da Morte se tornará Memorial contra a Ditadura

O local foi um dos principais centros clandestinos do Exército, onde graves violações dos direitos humanos ocorreram durante a ditadura militar, resultando na morte de pelo menos 22 pessoas

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Foto: Reprodução


A Casa da Morte em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, está prestes a ser transformada no Memorial da Liberdade, Verdade e Justiça. Durante os anos 1970, esse imóvel serviu como um centro clandestino utilizado pela ditadura militar para torturar e assassinar adversários políticos. O governo federal anunciou, nesta quinta-feira (01/02), a intenção de preservar a história do local, assegurando que os crimes cometidos ali não sejam esquecidos nem se repitam.

Por meio de um convênio entre o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e a Prefeitura de Petrópolis, recursos públicos serão destinados para compensar a desapropriação do imóvel e para a sua futura transformação em memorial. A quantia total a ser repassada ainda não foi definida, e não há previsão para isso. O governo formalizou seu apoio por meio de um ofício enviado à prefeitura em 19 de janeiro. O processo de desapropriação teve início em 22 de janeiro, na 4ª Vara Cível da Comarca.

O local foi um dos principais centros clandestinos do Exército, onde graves violações dos direitos humanos ocorreram durante a ditadura militar, resultando na morte de pelo menos 22 pessoas ou em sua incapacidade de resistir às longas sessões de tortura às quais foram submetidas.

A Universidade Federal Fluminense (UFF) vai administrar o futuro memorial, conforme a sugestão do Ministério Público Federal (MPF). A residência já é tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), garantindo a preservação das características do imóvel. O impasse com os proprietários do imóvel persiste desde 2012, quando o local foi identificado pela CNV.

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Este ano marca o 60º aniversário do golpe que instaurou a ditadura militar no Brasil. O PT e a Fundação Perseu Abramo, vinculada ao partido, planejam realizar debates, exposições, lançamentos de livros e um documentário para marcar a data, conforme relatado pelo jornal “Estadão”.

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