Mesa 13 - Profissão repórter: na linha de frente
CHRISTOPHER HITCHENS, FERNANDO GABEIRA
Uma linha tênue separa a palavra impressa e o engajamento na obra de dois proeminentes jornalistas, que se encontram para falar da motivação incessante para relatar fatos e defender esse direito. Uma das figuras mais polêmicas da Grã-Bretanha, e eleito um dos cinco maiores intelectuais da atualidade, Christopher Hitchens (Amor, pobreza e guerra) é famoso por rejeitar idéias pré-concebidas para atingir o cerne das questões que nos afetam nos tempos de hoje. No mesmo patamar está o escritor e político brasileiro Fernando Gabeira (O que é isso companheiro?), conhecido tanto por sua militância como por suas reportagens. 
Enviei aos dois principais candidatos ao Governo do Rio uma pergunta simples para qualquer que quer se eleger a um cargo público, por que ele o quer. A resposta abaixo é do candidato pela Coligação Rio Esperança (PV-PSDB-DEM-PPS), Fernando Gabeira.

 

Se alguém tiver perguntas para os candidatos podem enviar para o email do Diário rio@diariodorio.com

Por que o senhor quer ser Governador do Rio de Janeiro?

Depois de 50 anos de vida pública, decidi ser candidato ao governo do Rio de Janeiro porque nós enfrentamos inúmeros desafios. E, alguns deles, eu considero ter bastante competência para enfrentá-los.

 

Um é a questão dos desastres, das mudanças climáticas. O Estado do Rio de Janeiro viveu recentemente a tragédia de muitas chuvas, enchentes, desabamentos. Sabendo que vamos ter desastres naturais, eu estava me preparando não só para trabalhar no sentido de evitar os desastres, como para reduzir a perda de vidas e de bens materiais quando esses eles acontecem. Isto quer dizer uma política de resposta rápida e de prevenção.

 

Outro desafio muito próximo deste é o desafio do petróleo. O Rio é o maior estado produtor de petróleo. Nós produzimos 85% do petróleo do Brasil e temos 90% das reservas. Por isso é um grande desafio explorar o petróleo com segurança nos mares. Eu trabalho com esse tema há muito tempo, vi de perto muitos dos desastres provocados pela exploração do petróleo.

 

O transporte no Rio ainda é caótico. Parte porque existe uma relação espúria entre políticos e donos de ônibus, e isso nós vamos atacar. Mas parte também porque não há investimento em infra-estrutura. Não há uma organização destinada a dar ao carioca e ao fluminense um transporte barato, sobretudo confortável e rápido.

 

No campo da educação, temos tudo a fazer no ensino médio, como mostrou o recente relatório do IDEB. Não estamos avançando como poderíamos, e temos que ter uma capacidade de preparar mais aqueles que querem cursos técnicos, e fazer com que eles desabrochem.

 

A saúde no Rio de Janeiro hoje é muito centrada na emergência. A emergência é necessária, tem que ser competente, mas tem que haver outros setores articulados com ela. Por exemplo, a prevenção. Eu quero fazer mutirões para permitir que a população faça exames. Quero que haja centros de diagnósticos onde o pobre possa fazer um check-up, porque isso é muito importante. Isso é até econômico. Nós conseguiremos economizar muito com essa prevenção.

 

Na questão da segurança, queremos avançar um pouco mais no que existe. Sempre falamos que era necessário retirar os traficantes e os milicianos do controle das comunidades.

 

Como o nosso cobertor é um curto, temos que pensar no estado no conjunto. No Rio de Janeiro, na Região Metropolitana e no interior. Se respondermos bem a esses desafios, acredito que a gente estará realmente preparando o estado do Rio de Janeiro para o século 21, para as Olimpíadas e a Copa do Mundo. Uma preparação que envolva não só um acontecimento para a capital, mas um evento que beneficie todo o estado, com um projeto turístico que pense a capital e o estado no seu conjunto.

 

Mais informações sobre meus projetos você pode encontrar em meu Programa de Governo, no endereço www.gabeira43.com.br. Obrigado!

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