Por que Vasco e Botafogo ainda não estão na primeira prateleira?

Apesar da melhora na situação e algumas contratações, os elencos atuais de seus clubes estão longe de ser da primeira prateleira do mercado

Fonte: Pixnio

Passados pouco mais de um ano desde a aprovação da lei das SAFs (sociedades anônimas do futebol), os torcedores de clubes que se tornaram empresas, como o Vasco da Gama e Botafogo, começam a sentir que ainda falta muito para seus clubes de coração voltarem a ser competitivos no cenário nacional.

Apesar da melhora na situação e algumas contratações, os elencos atuais de seus clubes estão longe de ser da primeira prateleira do mercado. Sem dúvidas os favoritos nos sites de apostas ainda são o Palmeiras e o Flamengo, com Atlético-MG e Corinthians logo atrás.

Primeiramente é preciso entender que os investidores que adquiriram as ações desses clubes também assumiram suas dívidas milionárias e que elas precisam ser pagas. 

Será preciso implantar uma gestão profissional, enxugar os gastos e estipular determinadas limitações para que esses clubes possam funcionar como verdadeiras empresas e darem lucro. Isso não irá acontecer a curto prazo: os resultados, caso tudo corra bem, serão sentidos a médio e longo prazo.

As dificuldades iniciais não devem deixar o torcedor chateado, afinal ter uma situação estável e um caixa repleto de dinheiro para investir no futebol não é garantia de sucesso para clube algum nem do Brasil e nem mesmo do exterior.

O mercado mundial está repleto de exemplos de grandes equipes milionárias que não ganharam absolutamente nada por anos.

Uma nova fase para o Vasco

O Club de Regatas Vasco da Gama, agora comandado pela 777 Partners, tem até contratado alguns bons atletas para a temporada de 2023.

Um novo comandante foi contratado para esse novo Vasco, que ocupará o lugar de Jorginho: será Maurício Barbieri, ex-Red Bull Bragantino. Para diretor-técnico chega o velho conhecido Abel Braga.

O Cruz-Maltino já contratou para temporada de 2023 o volante Patrick De Lucca, o atacante Pedro Raul, vindo do Goiás, o zagueiro Léo Pelé, o lateral Lucas Piton, ex-Corinthians, o zagueiro Robson Bambu e o lateral uruguaio Pumita Rodríguez, dentre outros.

Apesar de não serem grandes nomes do futebol nacional a 777 Partners fez um grande investimento nessas contratações e busca bons resultados já no Campeonato Carioca.

Botafogo investe nos jovens

Já o Botafogo também precisa de um certo tempo para se organizar. Mesmo com os investimentos feitos pela SAF o clube tem tido algumas dificuldades para lidar com seu fluxo de caixa. O clube não tem honrado seus compromissos pontualmente em relação às luvas, comissões a empresários e premiações aos jogadores.

Desde que John Textor assumiu o comando do clube, tem se procurado equilibrar a balança entres despesas e arrecadação, mas essa é uma tarefa que vai exigir muita engenharia financeira e os resultados reais só deverão aparecer a médio prazo. Mesmo no Carioca o time deve alternar o uso de titulares e reservas.

O Glorioso direcionou seus investimentos para jovens jogadores que poderão trazer retorno dentro de campo mas também no caixa, como o zagueiro equatoriano de 25 anos Luís Segovia que veio do Independiente del Valle, o atacante Carlos Alberto de apenas 20 anos que veio do América-MG, o meia Caio Vitor e o volante Marlon Freitas, que atuava no Atlético-GO

Outra investida está ocorrendo na Inglaterra, o clube pretende contratar por empréstimo o jovem atacante uruguaio Facundo Pellistri de apenas 21 anos do Manchester United. 

O jogador não tem tido muitas chances de atuar no time principal do Manchester United, apesar de ter jogado pela seleção Uruguaia na Copa do Mundo do Catar, e pode ser uma boa oportunidade para reforçar o elenco do clube da estrela solitária.

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