Zona Portuária do Rio de Janeiro - Foto: Reprodução/Internet

Depois de um longo período no ostracismo, a Zona Portuária do Rio de Janeiro vê a expectativa por investimentos se concretizar. Além da crescente demanda pelos imóveis residenciais, a região também acompanha a chegada de importantes empreendimentos comercias, como o imponente Aqwa Corporate, do arquiteto inglês Norman Foster, que está com a ocupação no patamar de 85%, com várias grandes empresas instaladas com vista para a Baía de Guanabara.

O térreo do prédio conta com dois restaurantes em pleno funcionamento, e outro deve ser inaugurado em breve. Além das opções gastronômicas, outras locações estão em negociação. Segundo informações de fontes ligadas à administração do empreendimento, não é raro que haja filas de 40 minutos para ser atendido nos dois restaurantes, o que tem fortalecido os restaurantes locais. Uma praça de alimentação estaria sendo idealizada na Cidade do Samba, para servir à crescente demanda.

Conforme informou a jornalista Berenice Seara, a Águas do Rio, companhia do grupo Aegea que arrematou dois blocos no leilão de concessão da Cedae, quer deixar o escritório na Barra da Tijuca que ocupava desde os tempos dos estudos pré-licitação. Como diversas outras empresas já fizeram, deixará a Barra em direção à região.

A empresa, que vai atender algo em torno de dez milhões de pessoas em 27 municípios do Rio de Janeiro, incluindo boa parte da capital, está negociando um imóvel na Zona Portuária para instalar sua sede.

Pedidos de licenciamento

De acordo com dados da Secretaria municipal de Desenvolvimento Econômico, presentes nos relatórios da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região (Cdurp), apenas no primeiro trimestre de 2021 foram 19 pedidos de licenciamento no Centro, dos quais oito são para construção de prédios e os demais para reformas, pedidos de habite-se e legalização de imóveis. Entre 2019 e 2020 foram apresentados apenas sete pedidos de construção.

Lançamento do primeiro residencial no Porto Maravilha

No mês de junho, a região portuária do Rio recebeu o lançamento do primeiro empreendimento residencial. O projeto será voltado para famílias com renda mensal de R$ 6 mil a R$ 11 mil.

Os investimentos foram realizados pela construtora Cury na compra do terreno e de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs) somaram R$ 48 milhões, com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 300 milhões e 1.224 unidades, segundo informou ao Valor Econômico, o vice-presidente comercial da empresa, Leonardo Mesquita.

O residencial será construído na Praça Marechal Hermes, bairro do Santo Cristo e, nesta primeira etapa de construção, contará com 470 unidades. Mais duas fases, totalizando três torres de vinte andares e 1.224 apartamentos com valor entre R$ 240 mil e R$ 450 mil, também estão previstas.

Um outro residencial está para ser lançado na região, em frente ao Moinho Fluminense, da Construtora Volo, com lançamento organizado pela Sergio Castro Imóveis, que inaugurou filial na região ainda em 2008.

Reviver Centro

Um dos principais objetivos da nova gestão da Prefeitura do Rio de Janeiro é revitalizar a região central da cidade, e isso inclui a transformação do local, deixando de ser ”apenas” uma área com viés comercial e se torne também residencial. Para seduzir proprietários de imóveis comerciais a torná-los habitáveis, o Poder Executivo Municipal pode, inclusive, extinguir dívidas ou isentar o pagamento de IPTU dos mesmos por até 10 anos.

As propostas para tal, vale ressaltar, já estão sendo estudadas e terão validade tanto para donos de empreendimentos fechados quanto para quem deseja modificar a funcionalidade de prédios/estabelecimentos que estejam dando baixo lucro devido à crise econômica, alavancada com a pandemia do Coronavírus.

Conheça mais da inciativa em: O que é o Reviver Centro?

5 COMENTÁRIOS

  1. Quem quiser entrar nessa oportunidade da Cury me chama que ajudo a comprar seu apê @vivianrodriguesconsultora
    #portomaravilha um sucesso

  2. Matéria delirante. É engraçado como o setor imobiliário (como os donos deste jornal) vivem de vender ilusões e criar realidades paralelas. Não só o centro do Rio, mas sobretudo ele, está as moscas. O “fracasso” do porto Maravilha é retumbante. Está lá para todos assistirem. Um estado economicamente inviável cuja capital é uma ilhota de riqueza envolta em um gigantesco bolsão de pobreza e ainda têm a cara de pau de voltar com a história do “agora vai!”

    O Titanic está afundando e a orquestra não para de tocar.

    • EXATO O CENTRO E O RJ COMO UM TODO ACABARAM, JÁ ERA, É GAME OVER. O BANDITISMO DOMINOU O RJ, O TRÁFICO E A MILÍCIA DESTRUÍRAM O RJ, TUDO NO RJ CHEIRA A PODRE NADA PRESTA, TUDO LIXO, ESSA MATÉRIA É PURA ENGANAÇÃO, TÃO QUERENDO ENGANAR OTÁRIOS.

  3. Empresa vai sair da barra da tijuca pra ir pro porto maravilha. Ou seja, resolve um problema criando outro. Se a meta é ocupar a região portuaria, que seja com novas empresas vindo de outros estados ou paises. A barra da tijuca e recreio ja sofrem com varios lancamentos comerciais que edtao vazios. Salas sendo alugadas sokemte por condominio e IPTU, e vc ainda estimula um.exodo dessas empresas pra zona central? É transferir o prpblema de uma regiao pra outra!! Resta saber o que o prefeito vai fazer c9m relacao ao IPTU de imoveis comeciais que estap as moscas, na regiao central, barra e recreio e o prefeito conrinua cobrando IPTU exorbitante…

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